Podcast da CBN vence Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos

O podcast “Vozes: Histórias e Reflexões” (clique aqui para ouvir) venceu o 41º Prêmio Vladirmir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, na categoria Produção Jornalística em Áudio, com o episódio “LGBTfobia: Medo de quê?”.

Na produção, o podcast traz histórias de vida de quem sofre na pele o preconceito e debate a criminalização da LGBTfobia no Brasil, aprovada pelo Supremo Tribunal Federal em julho de 2019. Também concorriam na categoria o podcast da Rádio Gaúcha  ‘Acharam meu pai vivo – Podcast sobre a cobertura da tragédia de Brumadinho’ e ‘Chico Mendes, a voz que não cala’, da Rádio Brasil de Fato.

O podcast completa um ano no próximo dia 7 de novembro com 22 episódios no ar e mais de 1 milhão e meio de downloads. A cada quinzena o ‘Vozes’ traz um novo assunto em formato storytelling. Na semana seguinte, o conteúdo é debatido em uma mesa redonda com especialistas e a participação de ouvintes.

Todo o material é produzido, roteirizado e editado pelos jornalistas: Gabriela Viana, Isabela Medeiros, Lucas Soares, Luiz Nascimento e Caroline Tamassia. A sonoplastia é realizada por Cláudio Antônio. As estagiárias Bianca Kirklewski, Bianca Vendramini e Izabela Ares também integram o time.

O Prêmio Vladimir Herzog é um dos mais prestigiados do Jornalismo brasileiro e tem como propósito reconhecer profissionais que contribuem para a promoção dos Direitos Humanos e da Democracia. Sua primeira edição foi em 1979.

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Futebol: para Nando Gross, direito de imagem é diferente de transmissão em áudio

Por Rodney Brocanelli

Neste domingo (13), Nando Gross, comentarista esportivo e gerente geral da Rádio Guaíba, se posicionou em relação a intenção da CBF de comercializar direitos de transmissão para as emissoras de rádio (entenda mais clicando aqui). Ele disse que a medida será uma tragédia para o mercado, desempregando muita gente. No entanto Gross considera que para haver alguma mudança é necessário passar por cima da lei atual (no caso a Lei Pelé, artigo 42, que apenas se refere ao direito de imagem – saiba mais clicando aqui). O profissional citou também que já existe uma jurisprudência em relação ao tema quando, em 2008, as emissoras de rádio de Curitiba tiveram ganho de causa na Justiça, contra a intenção do Athlético-PR (na época conhecido apenas como Atlético-PR) que desejava pagamento para a transmissão de seus jogos (clique aqui).

Outro ponto levantado por Nando é que existe uma diferença entre direito de imagem e transmissão em áudio. Segundo ele, o que o rádio apresenta é uma narração, ou seja a visão do locutor que está irradiando a partida. A televisão, por sua vez, ela compra os direitos de uma imagem que, para ele, já vem pronta. Se as emissoras quiserem, podem apenas exibir a imagem, com o som da torcida, sem qualquer tipo de narração. “O áudio é diferente. Tem alguém que está contado a história. Não nos dão pronto como dão para a televisão”, disse Nando.

“Fico muito triste quando vejo um representante gaúcho sendo protagonista deste projeto”, afirmou Nando, se referindo a Francisco Novelletto, atual vice-presidente da CBF, entusiasta dessa ideia, conforme declarações dadas ao site GaúchaZH na semana passada.

Ouça a manifestação de Nando Gross, no player abaixo.

Nando Gross

Rádio: em defesa da isenção dos direitos de transmissão, Jorge Kajuru diz que vai se reunir com Bolsonaro e coletar assinaturas

Por Rodney Brocanelli

Em entrevista concedida neste domingo à Rádio Jovem Pan, o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO)prometeu mobilização contra a possível cobrança das emissoras de rádio para que estas transmitam as partidas  de futebol organizadas pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Kajuru disse que já marcou uma audiência o presidente Jair Bolsonaro. Além disso, ele afirmou que está coletando assinaturas de seus colegas e informa já um total de 43 delas. O senador declarou também que enviou um requerimento a Paulo Tonet, presidente da ABERT (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV) e vice-presidente da Rede Globo procurando mostrar a importância do rádio para o futebol.

Durante a entrevista concedida a Wanderley Nogueira e Flavio Prado, o senador fez duras criticas aos dirigentes de futebol: Não tem cabimento esse vice-presidente da CBF, que está morrendo de medo da CPI do Esporte e toda hora manda recados para mim, dizendo que ‘essa CBF é diferente da outra’, dizer que é igual Copa do Mundo… Que comparação chumbrega! Querer comparar venda de direitos de transmissão de um evento que ocorre a cada quatro anos no mundo, que movimenta bilhões de dólares, com Campeonato Brasileiro… Querer cobrar Séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro e Estaduais com o intuito exclusivo de enriquecer ainda mais as federações em sua maioria corruptas, essas que recebem mensalinho? São elas que estão forçando a CBF para que o rádio pague direitos de transmissão”, disse.

O debate sobre a venda de direitos de transmissões das partidas de futebol organizadas pela CBF ganhou corpo novamente após as declarações de Francisco Novelletto, vice-presidente da entidade ao site GaúchaZH: “Eu estou falando pela minha cabeça e por mim: no ano que vem, só vai transmitir quem pagar, e está absolutamente certo. Tem que ser como na Copa do Mundo. Eu estou acelerando para que isso seja implementado já no ano que vem e posso dizer que o movimento se acelerou após a entrevista do Andrés. Ele que está puxando, mas já existem outros presidentes que são favoráveis”. O cartola cita uma entrevista de Andrés Sanches, presidente do Corinthians, no sábado retrasado, antes de Grêmio x Corinthians, em que questionou a presença de um grande número de veículos de comunicação para a cobertura da partida (saiba mais aqui). O dirigente corinthiano foi duramente criticado pelo senador Jorge Kajuru em sua entrevista à Jovem Pan.

Ouça a entrevista do senador Jorge Kajuru à Rádio Jovem Pan clicando no link abaixo:

https://jovempan.com.br/esportes/futebol/fim-do-futebol-no-radio-kajuru-se-revolta-marca-audiencia-com-bolsonaro-e-detona-andres-e-um-lixo-nao-reciclavel.html

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Memória: um registro da estreia de Oscar Ulisses na Rádio Bandeirantes, em 1979

Por Rodney Brocanelli

Nesta semana, fez bastante sucesso no perfil do blog Radioamantes no Twitter a reprodução de um anúncio publicado em O Estado de S. Paulo referente a estreia de um então jovem narrador Oscar Ulisses na Rádio Bandeirantes, em 29 de setembro 1979 (clique aqui para ver).

O texto diz”  Oscar Ulisses é mais uma grande contratação da Rádio Bandeirantes. Com este novo craque p escrete da vitória fica mais forte ainda. Imbatível como sempre foi nos últimos 25 anos. Ganhando todos os índices de audiência. Porque informa melhor, tem tradição, se renova, conta a história do futebol brasileiro. E conquista a Torcida Amiga vibrando com as grandes vitórias que fazem alegria do povo.
Vibre hoje com Oscar Ulisses”.

Além de Oscar, foram escalados para aquela transmissão, o comentarista Luis Augusto Maltoni e os repórteres João Zanforlin e Eduardo Luis. Nas ocorrências (o famoso “outro lado do jogo), Pedro Luis. Desconfia-se que seja o Pedro Luiz Ronco, hoje uma celebridade da Band FM. No QG dos Esportes estava Ruy de Moura, além da participação de Walter Fonseca.

No dia marcado,  Oscar narrou a vitória do Corinthians sobre o Botafogo-RP pelo placar de 2 a 0. A partida era válida pelo campeonato paulista de futebol, que foi conquistado pelo mesmo timão. Geraldão fez os dois gols da vitória corinthiana, enquanto que Paulo Cesar fez os gol da equipe visitante. Segundo os jornais da época, estavam presentes 14.238 pagantes e 1569 menores (que na época não pagavam ingresso)..

Voltando à postagem no Twitter, alguns internautas demonstraram curiosidade para ouvir essa narração de Oscar. Pelo menos um registro foi encontrado na Internet. Pouco depois que o Corinthians faturou o Paulistão de 1979, a Rádio Bandeirantes lançou em parceria com a gravadora K-tel (saiba mais sobre ela aqui – a locução é de Fernando Solera) um disco com o registro dos gols mais importantes daquela campanha (ouça aqui). Nele, foi incluído a narração de Oscar para o segundo gol marcado pelo artilheiro Geraldão (ouça abaixo).

Oscar ficou na Bandeirantes até 1986, quando se transferiu para a Rádio Globo e nela está firme e forte até hoje.

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CBN inova mais uma vez e está presente na chegada da Alexa ao Brasil

A Alexa, famosa assistente virtual inteligente desenvolvida pela Amazon, desembarcou no país muito bem informada. A Rádio CBN está presente com posição de destaque no dispositivo e os primeiros usuários já terão acesso ao recurso e poderão acessar a programação completa das emissoras da rede em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte e afiliadas, apenas ao comando de voz.

As ações da rádio na Alexa foram preparadas pela equipe de desenvolvimento digital do Sistema Globo de Rádio e os usuários poderão cadastrar a funcionalidade da CBN desde o primeiro momento. Quem comprar a caixa de som inteligente da Amazon só precisará entrar no aplicativo e ativar a Skill da CBN para começar a usar a assistente virtual que aciona as emissoras da rádio.  Para ter acesso, basta dizer “Alexa, tocar CBN!”, que todo o conteúdo estará disponível.

“A CBN mais uma vez mostra o seu pioneirismo e se adianta a novos hábitos de consumo, assim como fizemos 14 anos atrás, transformando quadros da nossa programação em Podcasts, logo que isso foi possível no iTunes. Outro exemplo foi o pioneirismo na transmissão da nossa programação em FM e agora nas caixas de som inteligentes”, diz Ricardo Gandour, diretor executivo da CBN.

Na segunda fase da ferramenta da CBN na assistente virtual, quando os usuários já estiverem totalmente adaptados, será oferecido também o cardápio completo de Podcasts, perfeito para quem busca informação especializada.

“Com este lançamento de Alexa pela Amazon no Brasil, abrem-se novas oportunidades e novos canais para colocar veículos de comunicação importantes como a CBN diretamente em contato com os seus usuários e consumidores, em casa ou qualquer local que possua um dispositivo habilitado com Alexa, de forma mais inovadora e acessível, contribuindo com o princípio Amazon de obsessão pelos clientes”, afirma José Nilo Martins, Head de Alexa Skills na Amazon BR.

Os novos usuários da Alexa no Brasil também poderão escolher a CBN entre as notícias de uma ferramenta chamada Flash Briefing, na qual os ouvintes acompanham o resumo do noticiário do momento. Nela, cinco edições diárias do Repórter CBN são disponibilizadas com exclusividade para que os ouvintes acompanhem sempre as principais notícias do Brasil e do Mundo com a credibilidade da CBN.

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Zilhões de Coisas, da Rádio Timbira, será transmitido diretamente da Feira do Livro de São Luís

O programa Zilhões de Coisas, apresentado todo domingo na Rádio Timbira (clique aqui para ouvir) por Gil Porto e Rafaella Rodrigues, terá uma edição especial e pela primeira vez será fora do estúdio. O ZC será direto da 13ª edição da Feira do Livro de São Luís (Felis), no Multicenter Sebrae das 11h às 13h. Muitas curiosidades, novidades sobre o mundo da leitura e entrevistas irão proporcionar ao ouvinte maranhense o melhor da Felis 2019.
A Feira é o maior evento cultural e de fomento à leitura do Maranhão e será realizada de 11 a 20 de outubro. Em 2019, o tema é “O Brasil atemporal na obra de Aluísio Azevedo” e vai reunir mais de 100 autores locais e também nomes nacionais. A expectativa é que o evento receba um público superior a 160 mil pessoas, número de visitantes do ano passado.  
O Zilhões de Coisas vai ao ar logo após a transmissão do amistoso entre Brasil e Nigéria.

Zilhões de Coisas

Cobrança de direitos poderá significar o fim do rádio esportivo como o conhecemos

Por Rodney Brocanelli

O jornalista Filipe Gamba publicou em seu blog no site GaúchaZH algo que poderá modificar substancialmente a cobertura da mídia esportiva em relação aos jogos de futebol: a cobrança de direitos de transmissão das emissoras de rádio (clique aqui para ler). E não apenas esse veículo. Segundo a nota, outros meios também poderiam pagar: web rádio, portais e blogs. Segundo Gamba, essa ideia já estaria em discussão e ganhou visibilidade com a recente entrevista de Andrés Sanchez, presidente do Corinthians a jornalistas gaúchos, que questionou o número grande de veículos na cobertura de jogos de futebol.

O jornalista do GaúchaZH foi ouvir Francisco Novelletto, vice-presidente da CBF, que não apenas defendeu as mudanças a partir do ano que vem: “Eu estou falando pela minha cabeça e por mim: no ano que vem, só vai transmitir quem pagar, e está absolutamente certo. Tem que ser como na Copa do Mundo. Eu estou acelerando para que isso seja implementado já no ano que vem e posso dizer que o movimento se acelerou após a entrevista do Andrés. Ele que está puxando, mas já existem outros presidentes que são favoráveis”, afirmou.

Novelletto disse ainda que as federações estaduais poderão adotar a medida, com cada uma definindo seus critérios.

A opinião a respeito desse tema é apenas a repetição de várias outras que já foram explanadas aqui e em outros espaços. No que diz respeito ao rádio, não deverá ser cobrado um valor que seja compatível com a realidade atual do mercado. Vale destacar a iniciativa do Athletico-PR (que na época ainda se chamava Atlético) em 2008 (veja mais aqui).

Monopólio e desemprego

Além do mais, corre-se o risco de existir novamente um monopólio dos direitos, como já se observa na televisão. Um grande grupo poderá adquirir esses direitos de forma exclusiva e exercer a possibilidade de sublicenciamento apenas com veículos parceiros. Emissoras de rádio de pequeno e médio porte, além de grupos independentes (vamos colocar assim) correm o risco de ficar de fora.

Havendo esse monopólio ou falta de condições financeiras para o pagamento, emissoras com muitos anos ativas na cobertura esportiva deverão abrir mão dessa tradição. Resultado: (muito mais) profissionais desempregados. Quem fala em “farra do rádio” deveria pensar nessa possibilidade.

Gestão profissional

Ao GaúchaZH, Francisco Novelletto justificou sua decisão dizendo que os clubes precisam de dinheiro. É verdade. Porém, o que eles precisam também é de uma gestão profissional do dinheiro que já entra no cofre dos clubes, seja com bilheteria, direitos de televisão, contratos de patrocínio. São frequentes as noticias de salário jogadores encostados por não darem certo no elenco e com seus vencimentos sendo depositados religiosamente e de multas altíssimas pagas a técnicos demitidos. Aliás, existe um caso histórico de um determinado clube de futebol que teve de parcelar o valor de multas a três técnicos de forma simultânea. Gasta-se a torto e a direito e a culpa é das rádios, que não tem nada a ver com essa má gestão. Algumas delas, mais independentes, até colocam o dedo nessa ferida, para insatisfação de alguns cartolas.

Divididas e conquistadas

Quem poderia combater essa media ou pelo menos procurar debatê-la de forma institucional. Quando essa mesma ideia começou a ser ventilada em 2016, sugeriu-se que as associações de cronistas esportivos pudessem estar à frente dessa negociação (saiba mais aqui). Já escrevi na época e repito aqui: não existe uma associação única. Devido a divergências de toda espécie, no âmbito nacional temos a Abrace e a Aceb. Uma é dissidência da outra. Em São Paulo, aconteceu a mesma coisa. Existe a tradicional Aceesp e a recém-criada Aceisp. Isso enfraqueceu e muito a classe, fazendo com que CBF e clubes pudessem tomar decisões unilaterais, como a que proibiu a entrevistas de jogadores aos repórteres de rádio nos intervalos das partidas.

The end

A ideia não é nova. Volta e meia, ela surge e desaparece no âmbito doméstico. No entanto, parece que desta vez a vontade do dirigentes é para valer. Se ela for adiante, somada a iniciativa da Conmebol para vender direitos da Libertadores às rádios (veja aqui), isso tudo significaria o fim do rádio esportivo como o conhecemos atualmente.

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