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Rádio é pano de fundo para acontecimentos relatados em biografia proibida de Roberto Carlos

Por Rodney Brocanelli

O furacão proporcionado pelo movimento Procure Saber, aquele em que grandes artistas brasileiros desejavam, entre outras coisas, a limitação da publicação de biografias já passou, mas trouxe de volta um livro envolvendo um dos cabeças do grupo que há muito tinha caído no esquecimento. “O Rei e Eu”, uma das biografias não-autorizadas sobre Roberto Carlos, que foi banida das livrarias, está disponível em formato digital. Basta uma boa busca em mecanismos de busca para encontrá-lo.

Escrita por Nichollas Mariano, que trabalhou por muitos anos para Roberto como mordomo, a obra registra momentos da vida do cantor entre o final das décadas de 1950 e 1960. O período abrange o início da carreira do Rei, até seu casamento com Nice Rossi.

Pouco depois do matrimônio, Nichollas deixa de trabalhar com Roberto. Em 1979, o ex-mordomo decidiu lançar o livro. Entretanto, a ação dos advogados do cantor conseguiu tirar a obra de circulação. Mais detalhes, na reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, cujo link está abaixo.

http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,o-culpado-e-o-mordomo,1092522,0.htm

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O rádio está presente em boa parte do livro e é pano de fundo para muitos acontecimentos. Destacamos alguns deles ao longo deste texto. Logo na parte de agradecimentos, uma menção especial ao apresentador Ademar Dutra, da Rádio Globo (SP).  Foi por intermédio de seu programa que se chegou ao título “O Rei e Eu”. A sugestão partiu de uma carta envidada por uma ouvinte.

Nichollas Mariano começou, ainda adolescente, como dançarino de rock, tendo como parceira sua irmã. Juntos, eles participaram de vários programas de televisão do Rio de Janeiro nos anos 1950. A partir daí, ele frequentou várias festas e numa delas conheceu Magda Fonseca, filha de Alceu Nunes Fonseca, dono da Rádio Carioca. Nasceria uma amizade entre os dois e ela o levou para trabalhar na emissora, como discotecário. Foi aí o grande salto da vida de Nichollas.

Em um belo dia, ele recebe o disco Louco Por Você, o primeiro gravado por Roberto Carlos. Nichollas passa a desenvolver uma relação de fã e cria artifícios para incluir suas músicas na programação da Carioca. Algum tempo depois, o próprio Roberto, vai até a emissora para conceder uma entrevista ao programa apresentado por Gilberto Lima, outro grande nome do rádio. Começa aí a aproximação, que depois se transformaria em amizade e, posteriormente, em uma relação de trabalho.

O início foi como divulgador. Nichollas foi até a várias emissoras de rádio para mostrar um novo trabalho de Roberto. Uma das paradas foi na Rádio Globo. A conversa com um dos apresentadores, Luiz de Carvalho, não foi nada amistosa, mas o troco viria bem depois, que está bem documentado na obra.

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O jornalista Carlos Brickmann escreveu certa vez: “(…)este colunista leu uma antiga biografia de Roberto Carlos, O Rei e Eu, escrita por seu ex-mordomo, Nicholas Mariano. E até hoje não conseguiu entender por que Roberto Carlos lutou tanto para proibi-la e recolher os exemplares em circulação”.

oreieeu

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