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Espaço ao esporte olímpico não é que vai matar o rádio esportivo

Por Rodney Brocanelli

Quero recomendar o texto de Anderson Cheni intitulado “O Rádio e seu imenso ponto de interrogação”.

http://cheninocampo.blogspot.com.br/2015/06/o-radio-e-seu-imenso-ponto-de.html

Concordo quando ele diz que pesquisas de opinião podem ajudar diretores a decidir na questão de formar rede com outra de fora do estado, fazer mistura de profissionais de outras praças, entre outros temas.

Além do mais, ele dá uma informação importante acerca dos direitos: “(…)afinal os direitos de transmissão são caros, alguns afirmam que passam de cento e vinte mil reais que são parcelados, e esse valor é só para transmissão de rádio, se quiser transmitir na internet  os valores podem passar dos 70 mil reais após a conversão do dólar“. Vale lembrar que muitas emissoras, ao contrário da Copa do Mundo, não estão colocando o áudio das partidas na Internet, fato esse que causou grande insatisfação aos ouvintes que ainda se dignam a prestigiar o veículo.

A única discordância é relacionada a esse trecho: “Duro mesmo é ouvir no momento em que a seleção está em campo assuntos como handebol  ou a preparação da equipe de judô para o Pan-Americano, ignorar a competição  no domingo, dia mais importante do futebol é algo triste, digno dos atuais “gênios”  que como um câncer vão matando lentamente o já combalido rádio“.

O rádio, além de informar, ele tem um papel de formar. É bom que em meio a um jogo da seleção brasileira, que atraí grande atenção, sejam dadas notícias sobre modalidades que estão até em situação melhor que o futebol brasileiro. Vale lembrar que a seleção feminina de handebol é a atual campeã mundial, sem qualquer tipo de divulgação maciça em televisão ou rádio. O judô é quase o mesmo caso. Seus atletas volta e meia voltam das competições internacionais com conquistas importantes. Nem é preciso falar mais detalhadamente sobre o vôlei brasileiro que, da quadra para dentro, historicamente funciona muito bem, com uma extensa galeria de títulos. Esse tipo de informação, em pílulas ou de forma extensiva, ajuda mesmo até a despertar interesse.

Sabe-se que existe um preconceito velado de jornalistas que cobrem futebol em relação à outras modalidades. O espaço ao esporte olímpico não é o que mata o rádio.

rádio

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