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Cobertura dos Jogos Olímpicos pelo rádio não deixará legado

Por Rodney Brocanelli

E o rádio acabou se transformando em um veículo de grande destaque na cobertura dos Jogos Olímpicos do Rio. O veículo foi uma grande alternativa para quem não pode ficar ligado na televisão. E olha que desta vez houve grande fartura entre canais abertos e fechados. Voltando ao rádio, outro ponto que chamou a atenção foi que os profissionais que se dedicaram à transmissão de esportes coletivos como vôlei, basquete, vôlei de praia e até handebol fizeram direitinho a lição de casa. Estudaram a respeito das modalidades, procuraram se informar e, exceto um deslize ou outro, mandaram pro ar um conteúdo de qualidade.

Qual seria o “legado olímpico” dessa cobertura dos Jogos do Rio pelo rádio? Aparentemente nenhum. As emissoras vão prosseguir com suas atenções aos grandes campeonatos de futebol. Uma pena. No entanto, é até compreensível por certo aspecto. Aqui no Brasil, algumas modalidades como basquete e vôlei afugentam algumas emissoras pelo fato de muitos clubes serem sustentados pela iniciativa privada. Por exemplo, o atual campeão da Superliga feminina de vôlei é o Rexona Ades, um nome composto. O primeiro é uma famosa marca de desodorantes e o outro denomina uma linha de sucos. Isso afugenta a galera do rádio. Primeiro por que ninguém vai querer citar essas marcas de graça. Mesmo se quisessem, poderia existir conflito com outras marcas destes mesmos ramos que já anunciam nessas emissoras.

Isso sem falar que muitas empresas que investem no esporte olímpico as vezes ficam com “preguiça” de anunciar nas mídias tradicionais. Sobre isso, recomendo a leitura de um artigo publicado no blog de Flávio Guimarães, intitulado O Bloqueio do Patrocinadores do Vôlei:

http://fg-news.blogspot.com.br/2011/05/o-bloqueio-dos-patrocinadores-do-volei.html

Ouça no player abaixo, os momentos finais da partida entre Brasil x Itália, válida pela medalha de ouro  do vôlei masculino. Narração de Renato Rainha e equipe do Grupo Bandeirantes de Rádio.

volei

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  1. 22/08/2016 às 14:55

    tudo retornará ao marasmo anterior: poucas verbas para o futebol e zero para os esportes ditos especializados .quem começar a ousar e investir ficará bem ainda que em médio prazo .quem sai na frente garante vaga no coração do ouvinte ,porém eles acham que isso não é importante .qual o melhor:pulverizar a audiência com 6 outras emissoras ou abocanhar 100% de um universo menor que vai progredir/

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