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Posts Tagged ‘Balancê’

Radioamantes no Ar relembra o programa Balancê

13/10/2017 1 comentário

Nesta semana, o Radioamantes no Ar teve um convidado especial. Felipe Martinelli. Ele é autor de um mestrado apresentado na Escola de Comuncações e Artes, da USP, sobre o programa Balancê, apresentado pelas rádios Excelsior e Gazeta, entre os anos de 1980 e 1988. A atração fez muito sucesso no rádio paulistano em sua época. Serviu como uma forma de Osmar Santos, nome principal do departamento de esportes da dobradinha Globo-Excelsior, não se limitar apenas à cobertura esportiva, abordando outros temas, como política e entretenimento.Além de Osmar, os apresentadores do Balancê, em diferentes épocas, foram Juarez Soares e Fausto Silva. Este último, aproveitou bem a chance, e graças a ajuda de Goulart de Andrade, foi para a televisão, passando a comandar o Perdidos na Noite. O Radioamantes no Ar é apresentado todas as sextas, sempre a partir das 09h pela web rádio Showtime (http://showtimeradio.com.br). Com Rodney Brocanelli, João Alckmin, Flavio Aschar e Rogério Alcântara.

Quem desejar ler a tese de Martinelli pode clicar no link:

http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27161/tde-27092017-093957/pt-br.php

Ouça a entrevista no player abaixo

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Sucesso do rádio nos anos 80, o Balancê ganha olhar acadêmico acessível a todos os tipos de leitores

Por Rodney Brocanelli

Um dos programas de rádio mais influentes e revolucionários dos anos 1980, o  Balancê, apresentado pela antiga Rádio Excelsior (hoje CBN) foi objeto de uma dissertação de mestrado apresentado na Escola de Comunicações e Artes da USP,  apresentada no último dia primeiro de setembro. Com a aprovação da banca examinadora, Felipe Martinelli, seu autor, conseguiu seu título acadêmico. Martinelli é conhecido dos leitores deste blog por conceder uma entrevista ao Radioamantes no Ar sobre Carlos Roberto Escova, em dezembro de 2015. O humorista, que teve participação de destaque no programa de rádio, morreu poucos dias antes e o agora mestre falou na ocasião sobre o encontro que os dois tiveram na cidade de Ourinhos, em outubro de 2007. Muitas informações das conversas de ambos estão nessa dissertação.

O grande mérito de “Girando a roda do Balancê: a trajetória de um programa e a  transformação do rádio paulistano” é atrair tanto a comunidade acadêmica (sua finalidade principal) como ao leitor comum, seja aquele que é interessado na história do rádio por hobby ou aos saudosistas que acompanharam o programa em grande parte de sua existência no dial paulistano.

Martinelli fez a divisão da trajetória do programa em quatro fases. A  primeira começa (obviamente) em sua estreia, no 07 de abril de 1980 e vai até 1983. A atração nasceu de uma necessidade de Osmar Santos, principal nome do departamento esportivo da Globo-Excelsior de entrar em outras áreas além do futebol, como as artes e a política. Osmar iria apresentar o programa, mas quando ele tivesse algum outro compromisso, um co-apresentador assumiria o comando. Juarez Sores foi o escolhido para a missão. Nessa fase, a parte politizada do programa justamente é a que iria dar dores de cabeça a todos, desde o alto escalão da emissora até a equipe de produção. Já naquela época, o  sonoplasta Johnny Black se destacava por dar uma plástica toda peculiar ao Balancê.

A partir de 1983, com a saída de Juarez Soares, que se transfere para a TV Bandeirantes a fim de apresentar o Show do Esporte, começa a outra fase. Meio que por acaso, até. Alguns dos integrantes da equipe esportiva da Globo-Excelsior não tinham, digamos, o perfil para um programa daquele porte. Jorge de Souza, Odinei Edson e Reinaldo Costa foram testados para co-apresentar o programa com Osmar Santos. Até que se chegou ao nome de Fausto Silva. Com isso, o Balancê tomou outro rumo e contribuiu muito para isso a química do novo apresentador com os humoristas Carlos Roberto Escova e Nélson Tatá Alexandre (e Johnny Black, é claro) torna a atração mais anárquica e irreverente. Aqui, Martinelli nos revela que Fausto Silva e Osmar santos, não tinham o que se consideraria uma amizade fora dos microfones. Aliás, isso é mais comum do que possa parecer. Exitem vários casos (e alguns deles muito atuais) no rádio de gente que não se suporta, mas devido a compromissos comerciais, técnicos, entre outros, deixa as rusgas de lado quando estão no ar. O texto relata alguns momentos de alfinetadas de Faustão em Osmar por muitas questões, especialmente salários.  Nessa fase, o Balancê passa a ser apresentado em um teatro por uma questão simples. Não dava para acomodar no estúdio todos os que desejavam acompanhar o programa ao vivo, além, é claro, dos convidados.

A terceira fase, vai de 1985 até 1987. Em 85, Fausto Silva se transfere para a Rádio Record. Vale lembrar que já naquela época, ele já está com o Perdidos na  Noite, cujo processo de criação é devidamente contado por Martinelli em seu texto. Oscar Ulisses passa a apresentar o Balancê em alguns dias da semana. A derradeira fase do programa abrange grande parte do ano de 1988. Aqui, Osmar já havia se transferido para a Rádio Record e costurado um acordo com a Rádio Gazeta para repetir a dobradinha Globo-Excelsior. Na Gazeta, as últimas edições do Balancê foram transmitidas. O perfil passa a ser o de um programa de variedades, com a apresentação de Carlos Fernando (talvez algo mais adequado à sua personalidade).

O tema central da tese de Martinelli é o Balancê. Mesmo assim, seu texto não deixa de contemplar outras emissoras. A Jovem Pan ganha um espaço generoso, até porque de lá saíram profissionais importantes para a história do programa da Excelsior. Além disso, perto do final, é explicada até de que forma a Rádio Record viabilizou financeiramente seu departamento de esportes, lançado em 85, com a adoção, já naquela época, dos hoje detestados contratos de Pessoa Jurídica. O responsável por isso é um conhecido executivo de rádios ainda na ativa e que volta e meia ganha elogios e citações simpáticas, sendo apontado como exemplo de um gestor genial.

O  mestrado de Felipe Martinelli pode ser lido em sua íntegra no link a seguir. Logo abaixo, tem lá o caminho para o pdf. Boa leitura.

http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27161/tde-27092017-093957/pt-br.php

girando a roda

Bandeirantes lança “Resenha, Futebol e Humor” para substituir o “Na Geral”

27/10/2016 19 comentários

Por Rodney Brocanelli

A Rádio Bandeirantes resolveu não esperar pelo mês de novembro e já fez alterações na sua programação do final de tarde. O “Na Geral” teve a sua última edição na quarta-feira e hoje já entrou no ar o “Resenha, Futebol e Humor”. O programa será comandado por Émerson França (da Band FM/Hora do Ronco), Roman Laurito e Guilherme Palesi (estes da Bradesco Esportes FM). A atração será veiculada entre 19h e 20h nos 90,9Mhz, que por efeito de liminar não retransmite a Voz do Brasil.

Na estreia, chamou a atenção um quadro que de forma bem humorada recria como foi formada a equipe do programa. No começo, é citado o Balancê, que por muitos anos foi veiculado pela Rádio Excelsior  (hoje CBN).  Osmar Santos, Juarez Soares, Carlos Roberto Escova, Nelson Tatá Alexandre e Fausto Silva tiveram seus nomes lembrados, alguns  com direito a áudios. Alguém que seja mais antigo pode questionar, e com razão, o fato de não lembrarem do Show do Rádio, que mesmo sendo criado na Jovem Pan,  por alguns anos teve veiculação na própria Bandeirantes.  Além do mais, se a ideia era fazer uma linha evolutiva e fugir da sombra do “Na Geral”, a realização não foi bem sucedida por um detalhe: O Balancê era muito mais um programa de variedades do que uma atração que combinasse futebol com humor.

O “Na Geral” também foi citado nesta abertura, mas sobrou uma alfinetada para os antigos ocupantes do horário, especialmente na  hora em que foi citado o nome “O Mesmo”, divulgado durante alguns dias como o da atração substituta. Ouça mais abaixo.

resenha

Memória: como uma reportagem de Goulart de Andrade mudou a vida de Fausto Silva

Por Rodney Brocanelli

Morreu na madrugada desta terça feira, Goulart de Andrade, jornalista e apresentador de tv. Ele estava internado no Hospital Sancta Maggiore havia duas semanas devido a problemas respiratórios. Embora seu nome esteja mais ligado à televisão, Goulart apresentou programas de rádio. Um deles foi o São Paulo Zero Hora, pela Rádio Globo, de São Paulo. Segundo o site Memória Globo era um “programa jornalístico que serviria de embrião para o Plantão da Madrugada. Uma equipe de cinco repórteres, equipados com rádios de frequência modulada, ia para a rua em pontos variados da cidade, dispostos a levar o ouvinte para a agitada vida noturna paulista. Goulart de Andrade comandava a equipe do estúdio, na companhia de convidados. A partir dessa fórmula, Goulart de Andrade criou o Plantão da Madrugada (para a TV Globo) e começou a apresentá-lo durante as madrugadas dos finais de semana”.

Em suas reportagens para a televisão, Goulart sempre destacou o rádio. E ao menos uma delas mudou para sempre a vida de um repórter esportivo de rádio.

No ano de 1984, ainda pela TV Gazeta, o apresentador visitou os bastidores de do programa Balancê, da Rádio Excelsior (hoje CBN). Para quem não conhece a história do rádio, vai uma breve descrição: a atração tinha como comandante Fausto Silva, que acumulava essa função com a de repórter da equipe esportiva de Osmar Santos. Era transmitida de segunda a sexta diretamente do hoje extinto Teatro e Palhacaria Pimpão, no bairro da Santa Cecília, em São Paulo. O Balancê era um programa de variedades de grande sucesso, que contava com os esquetes humorísticos da dupla Nelson Tatá Alexandre e Carlos Roberto Escova. Outro destaque era o sonoplasta Johnny Black. A produção ficava a cargo de Lucimara Parisi. Um verdadeiro “time dos sonhos” do rádio brasileiro.

Na ocasião, o sucesso do programa chamou a atenção de Goulart, que resolveu fazer uma reportagem com o programa. Ao final das gravações, ele chegou a uma conclusão: “vocês estão fazendo tv no rádio”. Com isso, surgia o convite para que Fausto e sua equipe migrassem de veículo. Nascia assim, o Perdidos na Noite, que veio a ser apresentado na TV Gazeta, sob direção de Goulart. A repercussão foi imediata e depois o programa passou a ser exibido na TV Record e, mais tarde, na TV Bandeirantes. Até que em um belo dia, veio um convite da TV Globo para que Faustão fosse um adversário de peso para Silvio Santos na guerra da audiência dos domingos. O resto é de conhecimento público.

Por tudo isso, é possível afirmar sem exagero que uma reportagem de Goulart de Andrade mudou para sempre (e talvez, para melhor) a vida de Fausto Silva.

Com informações extraídas deste post.

No player abaixo é possível ver trechos dessa reportagem.

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Morre Carlos Roberto Escova

21/12/2015 2 comentários

Por Rodney Brocanelli

Morreu neste domingo na cidade de Ourinhos, Carlos Roberto Isaías, mais conhecido como Carlos Roberto Escova, humorista e radialista com passagens pelo rádio e televisão. Ele tinha 60 anos, recém-completados em 12 de dezembro.

Segundo o portal Ourinhos Notícias, Escova esteve internado na UTI da Santa Casa de Misericórdia. O blog Radioamantes apurou que ele vinha enfrentando problemas de saúde desde outubro deste ano, em decorrência de diabetes. Além disso, o humorista teve infecção hospitalar.  O sepultamento aconteceu nesta segunda-feira, por volta das 15h.

Escova era conhecido do grande público pelas suas participações como imitador de personalidades nos programas Show de Rádio, da Jovem Pan AM, do Balancê, da Rádio Excelsior, além de fazer parte da equipe do programa Djalma Jorge, na Jovem Pan FM. Na tv, trabalhou no Perdidos na Noite, ao lado de Nélson Tatá Alexandre, apresentado por Fausto Silva nas tvs Gazeta, Record e Bandeirantes. Conseguiu até ter popularidade no difícil mercado de Porto Alegre (para quem não é da região), fazendo parte do Programa X, da Rádio Atlântida.

Após passar uma temporada em Miami, o humorista voltou ao Brasil e se radicou em Ourinhos, onde prosseguiu sua carreira nas rádios Clube e Melodia.  Nesta última, Escova participava da programação em dois horários: as 07h, dentro de um jornal, e as 11h, no programa de Luis Alberto.

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TV Gazeta reapresenta reportagem de Goulart de Andrade que mudou a vida de Fausto Silva

16/05/2014 1 comentário

Por Rodney Brocanelli

Neste domingo, o programa Vem Comigo, comandado por Goulart de Andrade (o gênio, o mito) irá veicular um programa com o tema rádio. O destaque vai para a reapresentação de uma reportagem exibida em 1984, em que Goulart visita os bastidores do programa Balancê, da Rádio Excelsior (hoje CBN).

Para quem não  conhece a história do rádio, vai uma breve descrição: a atração tinha como comandante Fausto Silva, que acumulava essa função com a de repórter da equipe esportiva de Osmar Santos. Era transmitida de segunda a sexta diretamente do hoje extindo Teatro e Palhacaria Pimpão, no bairro da Santa Cecília, em São Paulo. O Balancê era um programa de variedades de grande sucesso, que contava com os esquetes humorísticos da dupla Nelson Tatá Alexandre e Carlos Roberto Escova. Outro destaque era o sonoplasta Johnny Black. A produção ficava a cargo de Lucimara Parisi. Um verdadeiro “time dos sonhos” do rádio brasileiro.

Na ocasião, o sucesso do programa chamou a atenção de Goulart, que resolveu fazer uma reportagem com o programa. Ao final das gravações, ele chegou a uma conclusão: “vocês estão fazendo tv no rádio”. Com isso, surgia o convite para Fausto e sua equipe. Nascia assim, o Perdidos na Noite, que veio a ser apresentado na TV Gazeta. A repercussão foi imediata e depois o programa passou a ser exibido na TV Record e, mais tarde, na TV Bandeirantes. Até que em um belo dia, veio um convite da TV Globo para que Faustão fosse um adversário de peso na guerra da audiência dos domingos.

Por tudo isso, é possível dizer que a reportagem de Goulart de Andrade mudou a vida de Fausto Silva. O Vem Comigo vai ao ar neste domingo, as 23h30, pela TV Gazeta.

 

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