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Posts Tagged ‘Jovem Pan’

O Pânico virou uma vítima do próprio nome

20/03/2018 2 comentários

Por Marcos Lauro

Sou ouvinte do programa Pânico, da Jovem Pan, desde o meio da década de 1990, pouco depois da sua criação, em 1993. Também peguei ótimos momentos do programa que foi praticamente o seu antecessor e inspiração, o Djalma Jorge Show, e acabei ouvindo a rede num dos seus melhores momentos: Ritmo da Noite, As 7 Melhores… programas que viraram coletâneas e eram vistos nas ruas, nas prateleiras das lojas de discos. Minha relação com o Pânico sempre foi de fã – Emilio Surita é referência pra minha locução até hoje e acredito que seja pra 9 a cada 10 locutores que eu conheço. O cara é de uma geração que ensinou locutores de todo o Brasil a se relacionar com um público jovem, até então novidade pra um rádio que alcançava gente mais adulta. Me lembro de levar um walkman pro escritório onde eu trabalhava para poder ouvir o Pânico no almoço e tinha que me esforçar pra não rir alto no trabalho. Saiu o CD do Pânico, com letras de Rosana Hermann e arranjos de Maestro Billy, gente que me orgulho de conhecer e me relacionar hoje em dia, que tenho até hoje – não comprei na época, mas ganhei de uma amiga que tinha o CD em casa, meio jogado e desvalorizado num canto. Na cara de pau, pedi e ela me deu. Está bem guardado na minha coleção de CDs.

A gente vai ficando mais adulto e os interesses mudam, mas posso dizer que nunca deixei de ouvir o Pânico. Posso ter me distanciado durante algum tempo por conta das correrias do dia a dia (o programa é das 12h às 14h, não é um horário fácil pra parar tudo e ouvir), mas sempre retomo, me atualizo sobre as trocas de elenco e novidades. O programa mudou muito nos últimos tempos, especialmente depois que foi para a TV.

O programa (no rádio, não estou falando sobre o Pânico na TV, que era outra coisa) foi construído sobre factóides e personagens que exploravam os seus limites. Tanto é que integrantes já saíram do programa rompidos com o elenco e até processando Tutinha, dono da Jovem Pan e responsável pela marca. Então, é uma regra para qualquer um que queira participar do Pânico: a brincadeira não tem limites. Combinando ou não antes de entrar no ar, nenhum membro vai titubear na hora de expor suas fraquezas e tripudiar. Tudo por conta do humor, que não tem e não deve ter limites impostos por ninguém além daqueles que o praticam. Quem ouve e acha graça, fica. Quem acha apelativo, muda de rádio e não enche o saco (como Emilio fala ainda, até hoje, quando alguém questiona algo sobre o programa). Faz parte do show.

A Jovem Pan, hoje, tem um lado político na sua cobertura dita jornalística. E isso é positivo, a partir do momento em que você tem as cartas na mesa, sem blefes. O público merece saber as opiniões dos profissionais que ouve, concordando ou não. Mas o perigo atual – e motivo da decadência do Pânico – é essa mistura entre a posição política e humor.

O humor é uma ferramenta política. Mesmo o humorista que diz não querer saber de política está fazendo política – a de ser alienado por opção e transmitir isso no seu trabalho (vale lembrar que a palavra “alienado” não carrega, necessariamente, um sentido negativo… é uma condição). Sendo assim, quando um humorista adota um discurso extremamente reacionário e violento e inclui no seu trabalho, ele humaniza esse discurso e o torna palatável. E o Carioca, no programa desde 1998, se tornou esse cara que humaniza o discurso reacionário de uma maneira bem poderosa. Só para citar um exemplo do Pânico na TV (que se reflete em sua postura no rádio): Quando ele imitava a ex-presidente Dilma Rousseff, ela sempre estava brava, em situações que beiravam o ridículo (quando não o eram) e insinuando dúvidas sobre sua sexualidade. Agora, nos últimos tempos de programa na TV, Carioca fazia uma imitação do deputado Jair Bolsonaro: sempre sorrindo, contando piadas, com um jeito bonachão e conversando com a população nas ruas. Ou seja, Carioca reflete no seu trabalho de artista as suas opiniões pessoais, que hoje explicita durante o programa no rádio. Em praticamente todas as entrevistas, Carioca dá um jeito de cutucar o entrevistado com frases fortes, opiniões duvidosas e tom de voz alto, o que chega a ser falta de educação – afinal, a pessoa foi convidada para estar ali.

Do outro lado, Amanda Ramalho. No programa desde 2003, a ex-ouvinte representa a ala “esquerdista” – termo dito sempre de forma pejorativa. Mais uma vez e reforçando o que foi dito no início do texto: o Pânico é formado por personagens. Aqui não analiso as pessoas (não conheço o Carioca pessoalmente, por exemplo), mas sim o que elas transmitem durante o programa. Amanda se mostra acuada e inquieta quando Carioca começa a vociferar as suas opiniões e parte para o confronto direto – no YouTube há o trecho de uma das “brigas” da dupla.

Carioca testa os limites de alguns convidados e se esquece de que as pessoas não fazem parte do seu joguinho. Ele quer provocar um estresse real em quem está lá apenas pra falar sobre o seu trabalho.

Perceba que todas as “tretas” estão bem editadinhas e publicadas no canal oficial do programa no YouTube. Ou seja, a Jovem Pan fatura com o conteúdo e não está muito interessada em saber se a repercussão vai ser negativa ou positiva.

Emilio tenta fazer um papel apaziguador no ar quando pega os extremos e dá uma suavizada no discurso, mas não adianta muito. E não deve ser para adiantar mesmo, já que, como segunda voz do programa, atrás apenas de Tutinha, ele teria liberdade para tirar integrantes que não estivesse atuando de uma maneira correta com os convidados e seus colegas de bancada.

No fundo, é triste que o programa tenha virado isso. Em vez de um programa de humor, um gerador de estresse. Com a audiência da emissora em baixa quando comparada aos tempos áureos, é o clique e a quantidade de views no YouTube que valem. O Pânico virou vítima do próprio nome.

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Troca-troca na Jovem Pan

09/10/2017 11 comentários

Por Rodney Brocanelli

O jornalista Felipe Moura Brasil divulgou em seu Facebook duas alterações que serão feitas nos programas da Jovem Pan. A partir desta terça, o jornalista Augusto Nunes passará a integrar a equipe do programa Os Pingos nos Is, do qual Moura Brasil faz parte ao lado da apresentadora Joice Hasselmann.

Por sua vez, Claudio Tognolli, integrante dessa nova fase de Os Pingos nos Is, será deslocado para o Jovem Pan Morning Show. Tognolli já fez parte da equipe do matinal, até novembro de 2016, quando deixou a emissora.

Além da postagem de Moura Brasil, um anúncio foi feito nos instantes finais da edição de Os Pingos Nos Is desta segunda-feira.

Veja abaixo a postagem de Moura Brasil.

 

Moura Brasil

 

Gilberto Kassab fala com exclusividade à Jovem Pan sobre a extensão das faixas FM nas rádios a partir de 2019

Nesta segunda-feira, 25 de setembro, coincidentemente comemoração do Dia do Rádio, o governo publicou uma portaria no Diário Oficial que prevê a extensão das faixas FM nas rádios de todo o Brasil. A partir de janeiro de 2019, a medida será obrigatória. Com a desativação do áudio da TV, o sinal passa a ser utilizado pelas emissoras de rádio.

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab explicou as principais mudanças que ocorrerão com essa transferência de sintonia de AM para FM.

Para o ministro, essa é uma portaria muito importante, pois dará oportunidade para que no Brasil surja inúmeras outras emissoras, além de uma movimentação na indústria tecnológica, que a apostará na produção de novos equipamentos. Com essa mudança, toda a indústria que produz áudio e vídeo deverá dispor aparelhos que atendam as novas frequências.

“Estamos vivendo uma verdadeira revolução na radiodifusão. Primeiramente com o desligamento do sinal analógico de televisão, que é bastante arcaico. Em são Paulo, por exemplo, não temos mais nenhum sinal de TV analógico, é tudo digital. Na medida em que as televisões desligam esse sinal, as operadoras de telefonia móvel vão ocupar essa faixa e teremos uma sensível melhora, em especial o modelo 4G, que vai funcionar melhor e também, poderão surgir novas rádios no Brasil”, explica Gilberto Kassab, ministro das Comunicações.

Veja a entrevista no player abaixo.

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Jovem Pan apresenta edição exclusiva do programa “Em Cartaz”

Apresentado pela jornalista Cris Santos, o programa “Em Cartaz”, da rádio Jovem Pan completou um ano no dia 12 de maio. Para comemorar os números alcançados e o aniversário da atração, será exibido nesta quinta-feira, 1º de junho uma edição especial, reunindo os ícones do teatro brasileiro.

Ao todo foram apresentados 57 programas, com entrevistas de Antônio Fagundes, Ary Fontoura, Bruno Garcia, Débora Falabella, Thiago Lacerda, Marcelo Médici, Fulvio Stefanini, Vera Ficher, Eva Wilma, Lucio Mauro Filho, entre outros nomes da dramaturgia.

“Nossa intenção desde o primeiro #EmCartazJP foi levar aos nossos espectadores bons espetáculos, mesclado com pessoas que entendam dessa arte milenar e tão precisa”, conta Cris Santos, jornalista e apresentadora da Jovem Pan.

Participam do programa desta quinta-feira (01) os atores Carmo Dalla Veccha, Jarbas Homem de Mello, Antônio Fagundes, Vanessa Gerbelli, Fred Silveira, Laura Lobo, Ivan Parente e Bruno Fagundes.

O Em Cartaz é apresentado todas as quintas-feiras ao vivo, às 14h10 e transmitido pelo canal oficial do Youtube e página do Facebook.

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Sobre a Jovem Pan News no Rio de Janeiro

11/04/2017 3 comentários

Por Rodney Brocanelli

É oficial: a Jovem Pan e o Grupo Fluminense, dono dos 94,9Mhz conversaram sobre uma possível entrada da Jovem Pan News no Rio de Janeiro. Entretanto, não houve acordo comercial. Dessa forma, o projeto de all news da Pan está fora da cidade maravilhosa por enquanto.

Sobre o destino dos 94,9Mhz, que até maio transmite a programação da Band News, o futuro para o mercado não é nada promissor. Uma igreja evangélica estaria prestes a fechar acordo para a transmissão de suas pregações no canal.

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Os gols do carnaval

Por Rodney Brocanelli

E tem futebol na época do samba. Os principais campeonatos regionais tiveram suas rodadas normalmente neste sábado. Vamos começar destacando o gol de Railan, que garantiu o empate em casa para a equipe do Novorizontino na partida contra o São Paulo. Placar final 2 a 2. Ouça o registro de Danilo Almeida na Rádio Trianon.

O Palmeiras goleou a Ferroviária jogando no Allianz Parque. Excelente resultado para afugentar o princípio de crise que ameaçava se instalar com a derrota para o Corinthians. Nilson Cesar narrou na Jovem Pan. Vídeo postado pelo canal Futnático.

No Rio, o Flamengo classificou-se para a final da Taça Guanabara ao vencer o Vasco. Gol de pênalti marcado por Diego. José Carlos Araújo narrou na Super Rádio Tupi. Vídeo postado pelo canal Leandro Sports Rádios.

O Atlético-MG foi até Governador Valadares e venceu o Democrata por um placar apertado: 3 a 2. Ouça o registro da Rádio Itaiaia. Narração de Milton Naves.

Roberson foi o autor do gol que garantiu a vitória do Internacional sobre o Brasil/Pelotas no Beira Rio. Daniel Oliveira narrou na Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre.

Problema técnico faz com que afiliadas da Pan recebam apenas intervalos comerciais

14/02/2017 3 comentários

Por Rodney Brocanelli

Na noite do último domingo, algumas emissoras afiliadas da rede Jovem Pan FM viveram uma situação inusitada. A programação musical  gerada de São Paulo simplesmente não chegou via satélite. Isso rendeu longos períodos de silêncio no ar, que eram quebrados apenas pelos intervalos comerciais, uma vez que eles são transmitidos de forma diferenciada. O problema foi comentado nas redes sociais e rendeu até memes, como se pode ver abaixo.

Procurada pelo Radioamantes, a assessoria de imprensa da Jovem Pan informa que houve um problema nos computadores que enviam os pulsos às afiliadas, mas a solução foi efetuada no mesmo dia.

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