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Posts Tagged ‘Kid Vinil’

Vamos ajudar Kid Vinil

Por Rodney Brocanelli

As últimas notícias sobre o estado de saúde de Kid Vinil são preocupantes. Ele sofreu uma parada cardiorrespiratória logo após fazer um show em Conselheiro Lafaiete, (MG). Ele está internado em um hospital da cidade, conveniado com o SUS. No entanto, os médicos de lá dizem que não há muitos recursos para o tratamento de um quadro tão delicado, por isso a necessidade de uma transferência para São Paulo. Só que o custo para arrumar um avião com UTI é alto demais. Por isso, começou na Internet uma campanha para arrecadar fundos a fim de que Kid seja transferido o quanto antes.

Kid tem atuação de destaque no meio rádio, atuando por diversas emissoras em São Paulo. Podemos destacar, entre elas, Excelsior,  Antena 1, 97 FM, 89 FM e Mix.

ATUALIZAÇÃO ( 18.04 – 19:11) Há pouco mais de uma hora, Raquel Senofonte Carreteio publicou um post encerrando a campanha de arrecadação.   Veja no link abaixo.

https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1867207043497209&id=100006237941537

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Kid Vinil, da Brasil 2000, estará em O Aprendiz

Por Rodney Brocanelli

Uma surpresa na lista de participantes do programa Aprendiz Celebridades, que será veiculado pela TV Record em abril: o músico e apresentador Kid Vinil. Infelizmente, pouca gente sabe, mas ele está firme e forte apresentando um programa na Brasil 2000, que após deixar o dial em 107,3MHz para dar lugar à Eldorado FM, opera como web rádio.

Kid Vinil tem um passado muito ligado à indústria musical. Começou como divulgador na gravadora Continental, ao mesmo tempo em que comandava programas na Excelsior FM, no final dos anos 1970.  Depois passou para o outro lado do balcão, tomando à frente de bandas como Verminose e Magazine,e emplacando sucessos com esta última como “Sou Boy” e “Tic Tic Nervoso”. Depois do fim da onda do rock brasileiro nos anos 1980, retomou sua atividade como apresentador de rádio, comandando programas em emissoras como 97 FM, 89 FM, Mix e Brasil 2000. Acumulou passagens pela televisão, na Cultura e na MTV.

Resta saber de que forma Kid Vinil irá reagir aos desafios do mundo corporativo. Se ele chorar na temida sala de reuniões com Roberto Justus, poderá aumentar ainda mais a fama de “indie”. De qualquer forma, o programa é uma ótima chance dele retornar à grande mídia.

 

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A arte de conversar no rádio

26/07/2013 1 comentário

Por Marcos Lauro

Há muitos estilos de locução. Lá no curso a gente aprende a jovem, adulta e popular, basicamente. E mesmo quem não é locutor conhece e tem o seu estilo preferido. Mas no meio dessas opções, as pessoas se esquecem da mais simples: a conversa.

Pois se o rádio é uma conversa com o ouvinte, por quê não levar um bom papo com a pessoa que está do outro lado do microfone? Lá no curso (ele, de novo) o professor fala pros alunos que têm mais dificuldade: “Imagina um ouvinte e conversa com ele!”. Acho que ninguém conversa berrando e falando rápido do jeito como algumas rádios jovens convencionaram.

Não é possível precisar quem “inventou” essa conversa no FM. Claro que é influência direta do AM e mestres como Big Boy ou Helio Ribeiro. Big Boy, mesmo caricato daquele jeito, batia ótimos papos com seus ouvintes na Mundial do Rio de Janeiro, enquando Helio Ribeiro já encarnava um jeito mais classudo de conversa. Sem contar, claro, comunicadores que estão por aí até hoje como Eli Correa, Paulo Barbosa e Zé Bétio.

Aparentemente, o grande celeiro para esse tipo de locutor foi a Excelsior FM de São Paulo, que operava nos 90,5 Mhz da atual CBN. Isso se explica pelo fato da emissora ter origem na Excelsior AM – A Máquina do Som. Com essa “virada”, a AM passou a se dedicar aos esportes enquanto a FM ficou com a linguagem jovem.

Em 1979, Kid Vinil já trocava altas ideias com seus ouvintes no Programa Kid Vinil, semanal e na mesma emissora, Mauricio Kublusly seguia a mesma linha, que deve ter servido como uma ótima base para as reportagens que faz hoje no Fantástico. Tinha ainda a Sonia Abreu, que hoje é mais conhecida como a primeira mulher DJ do Brasil e que já vinha da Excelsior AM.

Um ano depois estreava a Rádio Cidade, que já era sucesso no Rio de Janeiro e foi trazida para São Paulo nos 96,9 Mhz. A linguagem era pop-jovem e reuniu um time de primeira. Ouvi algumas pessoas mais experientes que eu para fazer esse texto (até porque eu nem era nascido ainda!) e o nome que mais se destacou foi Paulinho Leite – que hoje trabalha em Washington DC, na Organização Mundial da Saúde.

A década de 1980 serviu para intensificar a locução gritada das FMs jovens, que permaneceu ainda nas décadas de 1990, 2000 e começa a cair em desuso agora. Nessa semana estava ouvindo a Metrô FM, emissora na qual eu não conseguia parar por mais de um minuto, e a locução está mais suave.

Na verdade, hoje, são duas as condições que permitem essa locução conversada: a liberdade que a emissora dá para o profissional sair do padrão em sua performance e conteúdo. Se não tem conteúdo, o melhor é ficar no roteiro, não dizer besteiras e não comprometer a qualidade do que está sendo transmitido, certo?

Esses mestres da locução “conversada” no FM, que foram citados acima, e seus outros colegas tiveram um período rico para experimentar. Com o surgimento do FM, a faixa ainda estava se encontrando e tinha o som estéreo como trunfo para chamar a atenção do público. A qualidade ali era primordial e, mesmo com pouquíssimas emissoras (em comparação com os dias atuais), era um erro para o ouvinte mudar de estação. Hoje, a coisa me parece menos exigente e o grande público está naquela frequência pela música apenas.

A peça rara do homem das Peças Raras

Por Rodney Brocanelli

Sempre é bom ter o reconhecimento das pessoas que fazem o rádio. Por isso que agradeço (também em nome do Marcos Lauro – que foi cooptado pela grande mídia, mas seu espaço está garantido aqui, sempre)  o Marcelo Abud, do blog Peças Raras, pela menção em seu espaço do trabalho que fazemos aqui no Radioamantes. O Abud também faz um excelente trabalho de resgate da memória do rádio. Vale a pena ser acompanhado. Agora, para o amigo leitor ter uma idéia de como esse mundo é pequeno demais, eu tenho aqui uma peça rara do homem das peças raras.

Em 1995, o músico e apresentador Kid Vinil concedeu uma entrevista à Rádio Onze, rádio livre ligada ao Centro Acadêmico XI de agôsto da Faculdade de Direito-USP. Kid falou sobre vários assuntos. Ouça alguns trechos aqui. Um dos entrevistadores era justamente Marcelo Abud, que fez uma das melhores perguntas daquela ocasião. Abud fez uma brincadeira sobre o título e a capa do CD Xupaki que Kid estava divulgando na época. (veja a capa aqui). A qualidade do áudio não está aquelas coisas, mas acompanhe no player abaixo a questão feita por Abud.

KidVinil3 by ferasdoradio

Memória: Igreja Universal “invade” o programa de Kid Vinil

16/11/2010 1 comentário

Por Rodney Brocanelli

Em 1997, Kid Vinil fez parte da equipe da então recém-criada Mix FM. Além de comandar o horário diário das 21h as 24h, ele tinha um programa chamado Mixer, que ia até a 01h. Num belo dia, algo estranho aconteceu bem no momento em que Kid estava encerrando o programa. O áudio de uma pregação religiosa da Igreja Unversal passou a vazar no sinal na emissora. Acompanhe sua reação no player abaixo.

KidVinil

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