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Posts Tagged ‘Kid Vinil’

Radioamantes no Ar fala de Reinaldo Azevedo, Kid Vinil e da nova Rádio Globo

26/05/2017 3 comentários

Nesta semana, o Radioamantes no Ar falou sobre a nova programação da Rádio Globo, da transferência de Reinaldo Azevedo da Jovem Pan, onde comandava Os Pingos nos Is,  para a Band News FM e da importância de Kid Vinil para o rádio. O Radioamantes no Ar é veiculado todas as sextas, sempre a partir das 09h pela web rádio Showtime (http://showtimeradio.com.br). Com Rodney Brocanelli, João Alckmin e Flávio Ashcar.

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Didático, Kid Vinil deixou sua marca no rádio

19/05/2017 4 comentários

Por Rodney Brocanelli

Morreu nesta sexta-feira, o músico, radialista e apresentador Kid Vinil. No dia 19 de abril, ele passou mal em uma apresentação na cidade de Conselheiro Lafaiete (MG). Foi internado em um hospital municipal e depois transferido para São Paulo e foi direto para o hospital TotalCor. A causa da morte ainda não foi divulgada.

Como músico, ele fez parte das bandas Verminose, Magazine, entre outras. Com esta última, conseguiu sucesso comercial na explosão do rock nacional dos anos 1980. Apesar dos hits  “Sou Boy” e “Tic Tic Nervoso”, Kid não chegou a entrar para o panteão dos nomes clássicos daquela geração, como Renato Russo, Herbert Vianna, entre outros. No entanto, foi no rádio onde ele conseguiu deixar a sua marca, influenciando uma grande parcela de ouvintes. Para isso, o apresentador se valeu de uma fórmula simples: ele procurava ser sempre didático. Sem enrolar muito, Kid informava ao ouvinte sobre a música ou banda que iria tocar.

No começo dos anos 1980, ele teve um programa na Rádio Excelsior FM (hoje CBN) chamado “Programa do Kid Vinil”. Em seguida, na mesma emissora,  fez uma parceria com Leopoldo Rey para comandar o “Rock Sandwich”. Naquela época, a Excelsior tinha como diretor Maurício Kubrusly.

Antes do estouro com o Magazine, Kid passou pela Antena 1 FM, que era bem diferente daquela que está hoje no ar. Em 1986, voltou ao rádio, comandando um programa semanal na 89 FM. No começo da década de 1990, apresentou na Brasil 2000, ao lado de Mauro Beting, o semanal Digital Sessions. Era uma verdadeira anarquia, no bom sentido.

Talvez o grande momento de Kid Vinil no rádio começou na 97 FM, por volta do ano de 1993, quando comandou o diário “Patrulha Noturna”. Ele tinha quatro horas livres, ao vivo, a partir das 22h, para tocar aquilo que quisesse. Perdi a conta de quantas madrugadas eu ficava colado no meu aparelho de som, ouvindo a seleção musical de Kid, nem que isso significasse pouquíssimas horas de sono. O duro era levantar cedo para ir à aula, mas valia a pena. Naquela época, Kid começou a tocar bandas que que seriam muito reconhecidas no cenário internacional. Uma delas era simplesmente o Oasis.

Em dezembro de 1994, a 97 FM abandonou o rock e se transformou em uma rádio de música eletrônica. Na época, o então diretor Lélio Teixeira (ele mesmo) disse à Folha de S. Paulo que o estilo não era mais viável comercialmente. Kid falou sobre isso numa entrevista à Rádio Onze, uma rádio livre ligada ao Centro Acadêmico da Faculdade de Direito-USP: “As pessoas querem que a coisa dê dinheiro, querem faturar e não sabem o que fazer. Na 97 FM aconteceu isso. Eles querem faturar, no entanto, ainda não conseguiram com o poperô. Acho que deveriam mudar para samba ou sertanejo. Se eles querem ganhar dinheiro, tem que ser com uma coisa bem brega mesmo, porque o popular é que dá dinheiro”. Vale lembrar que em 1999, a emissora adotou uma linha mais popular, ainda que por pouco tempo.

Kid não ficou muito tempo fora do ar e se transferiu para a Brasil 2000 no começo de 1995. Foi nela que ele passou a falar de uma banda que estava com uma grande repercussão na Inglaterra, comandada por uma vocalista de origem brasileira: o Drugstore, de Isabel Monteiro. Nesse período, ele passou a ter uma visão bem critica dos ouvintes de rock: “Quem gosta de rock eh um público pequeno, isso o rock de verdade. Tem cara que prefere comprar o disco para ouvir em casa a ouvir radio, eu conheço muitas pessoas que fazem isso e não estão nem aí para o fato de ter rádio tocando ou não. O público de rock é complicado de se trabalhar. Eu vejo pela Brasil 2000. A gente tem um número de ouvintes limitado. É uma coisa muito dirigida, quem gosta de rock é um outro publico. As pessoas que ouvem essas rádios mais populares gostam de qualquer coisa, não tem um gosto especifico”, disse ele em entrevista à Rádio Onze.

Depois de uma nova passagem pela 89 FM, em 1996, Kid foi para a então novata Mix FM no ano seguinte. Ela ainda não tinha se transformado em uma rádio pop e o apresentador tinha um programa de segunda a sexta entre 21h e 01h. Aqui, ele já não tinha tanta liberdade. Apenas no período da meia noite à uma da manhã havia espaço para uma programação mais pessoal, além de atender a pedidos dos ouvintes que chegavam via fax.

Entre 2001 e 2003, Kid Vinil teve uma experiência radiofônica do outro lado do balcão: ele dirigiu a Brasil 2000, mas devido a problemas internos, essa passagem não foi muito feliz. Ao site Rock em Geral, ele disse: “Uma das diretoras me chamou para ser o coordenador geral da rádio, e eu achei legal, ia ter toda a liberdade. Só que a rádio não dependia só dessa pessoa que me chamou, ela pertence a uma universidade e havia outras irmãs que ficam dando palpite. Cada uma gosta de uma coisa. Uma delas gostava de world music; a outra, de pop descartável. E, outra, que foi a que me chamou, mais de alternativo. E tinha um sobrinho que ficava minando o meu trabalho, querendo o meu lugar – e acabou conseguindo. Eles queriam que a rádio fosse da família, e acabou sendo, só que a família não conhece nada de música. Tiveram a oportunidade de ter credibilidade, mas minaram o meu trabalho. No primeiro ano deu certo, no segundo, quando eu comecei a ser afastado, a coisa degringolou”.  Mesmo com tantos problemas, ele não deixou de fazer a sua autocrítica: “Hoje eu faria diferente. Na época, peguei pesado na coisa e fazer uma rádio alternativa. Muita gente até me criticou por isso. Deixei a rádio muito alternativa, fui com sede ao pote. Hoje eu faria uma coisa mais equilibrada, colocaria sucessos, clássicos do rock e as coisas mais alternativas, não seria tão lado B”. Uma pena que não foi possível nomear os personagens citados.

Nos últimos tempos, Kid se dividiu entre a web rádio da Brasil 2000, até ela ser extinta, e a 89 FM, emissora onde tinha um programa semanal.

Para encerrar, deixo aqui uma lembrança inusitada de sua passagem pela Mix FM. Em uma bela noite, o áudio de um programa da Igreja Universal passou a vazar no ar. A reação de Kid Vinil foi impagável.

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Vamos ajudar Kid Vinil

Por Rodney Brocanelli

As últimas notícias sobre o estado de saúde de Kid Vinil são preocupantes. Ele sofreu uma parada cardiorrespiratória logo após fazer um show em Conselheiro Lafaiete, (MG). Ele está internado em um hospital da cidade, conveniado com o SUS. No entanto, os médicos de lá dizem que não há muitos recursos para o tratamento de um quadro tão delicado, por isso a necessidade de uma transferência para São Paulo. Só que o custo para arrumar um avião com UTI é alto demais. Por isso, começou na Internet uma campanha para arrecadar fundos a fim de que Kid seja transferido o quanto antes.

Kid tem atuação de destaque no meio rádio, atuando por diversas emissoras em São Paulo. Podemos destacar, entre elas, Excelsior,  Antena 1, 97 FM, 89 FM e Mix.

ATUALIZAÇÃO ( 18.04 – 19:11) Há pouco mais de uma hora, Raquel Senofonte Carreteio publicou um post encerrando a campanha de arrecadação.   Veja no link abaixo.

https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1867207043497209&id=100006237941537

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Kid Vinil, da Brasil 2000, estará em O Aprendiz

Por Rodney Brocanelli

Uma surpresa na lista de participantes do programa Aprendiz Celebridades, que será veiculado pela TV Record em abril: o músico e apresentador Kid Vinil. Infelizmente, pouca gente sabe, mas ele está firme e forte apresentando um programa na Brasil 2000, que após deixar o dial em 107,3MHz para dar lugar à Eldorado FM, opera como web rádio.

Kid Vinil tem um passado muito ligado à indústria musical. Começou como divulgador na gravadora Continental, ao mesmo tempo em que comandava programas na Excelsior FM, no final dos anos 1970.  Depois passou para o outro lado do balcão, tomando à frente de bandas como Verminose e Magazine,e emplacando sucessos com esta última como “Sou Boy” e “Tic Tic Nervoso”. Depois do fim da onda do rock brasileiro nos anos 1980, retomou sua atividade como apresentador de rádio, comandando programas em emissoras como 97 FM, 89 FM, Mix e Brasil 2000. Acumulou passagens pela televisão, na Cultura e na MTV.

Resta saber de que forma Kid Vinil irá reagir aos desafios do mundo corporativo. Se ele chorar na temida sala de reuniões com Roberto Justus, poderá aumentar ainda mais a fama de “indie”. De qualquer forma, o programa é uma ótima chance dele retornar à grande mídia.

 

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A arte de conversar no rádio

26/07/2013 1 comentário

Por Marcos Lauro

Há muitos estilos de locução. Lá no curso a gente aprende a jovem, adulta e popular, basicamente. E mesmo quem não é locutor conhece e tem o seu estilo preferido. Mas no meio dessas opções, as pessoas se esquecem da mais simples: a conversa.

Pois se o rádio é uma conversa com o ouvinte, por quê não levar um bom papo com a pessoa que está do outro lado do microfone? Lá no curso (ele, de novo) o professor fala pros alunos que têm mais dificuldade: “Imagina um ouvinte e conversa com ele!”. Acho que ninguém conversa berrando e falando rápido do jeito como algumas rádios jovens convencionaram.

Não é possível precisar quem “inventou” essa conversa no FM. Claro que é influência direta do AM e mestres como Big Boy ou Helio Ribeiro. Big Boy, mesmo caricato daquele jeito, batia ótimos papos com seus ouvintes na Mundial do Rio de Janeiro, enquando Helio Ribeiro já encarnava um jeito mais classudo de conversa. Sem contar, claro, comunicadores que estão por aí até hoje como Eli Correa, Paulo Barbosa e Zé Bétio.

Aparentemente, o grande celeiro para esse tipo de locutor foi a Excelsior FM de São Paulo, que operava nos 90,5 Mhz da atual CBN. Isso se explica pelo fato da emissora ter origem na Excelsior AM – A Máquina do Som. Com essa “virada”, a AM passou a se dedicar aos esportes enquanto a FM ficou com a linguagem jovem.

Em 1979, Kid Vinil já trocava altas ideias com seus ouvintes no Programa Kid Vinil, semanal e na mesma emissora, Mauricio Kublusly seguia a mesma linha, que deve ter servido como uma ótima base para as reportagens que faz hoje no Fantástico. Tinha ainda a Sonia Abreu, que hoje é mais conhecida como a primeira mulher DJ do Brasil e que já vinha da Excelsior AM.

Um ano depois estreava a Rádio Cidade, que já era sucesso no Rio de Janeiro e foi trazida para São Paulo nos 96,9 Mhz. A linguagem era pop-jovem e reuniu um time de primeira. Ouvi algumas pessoas mais experientes que eu para fazer esse texto (até porque eu nem era nascido ainda!) e o nome que mais se destacou foi Paulinho Leite – que hoje trabalha em Washington DC, na Organização Mundial da Saúde.

A década de 1980 serviu para intensificar a locução gritada das FMs jovens, que permaneceu ainda nas décadas de 1990, 2000 e começa a cair em desuso agora. Nessa semana estava ouvindo a Metrô FM, emissora na qual eu não conseguia parar por mais de um minuto, e a locução está mais suave.

Na verdade, hoje, são duas as condições que permitem essa locução conversada: a liberdade que a emissora dá para o profissional sair do padrão em sua performance e conteúdo. Se não tem conteúdo, o melhor é ficar no roteiro, não dizer besteiras e não comprometer a qualidade do que está sendo transmitido, certo?

Esses mestres da locução “conversada” no FM, que foram citados acima, e seus outros colegas tiveram um período rico para experimentar. Com o surgimento do FM, a faixa ainda estava se encontrando e tinha o som estéreo como trunfo para chamar a atenção do público. A qualidade ali era primordial e, mesmo com pouquíssimas emissoras (em comparação com os dias atuais), era um erro para o ouvinte mudar de estação. Hoje, a coisa me parece menos exigente e o grande público está naquela frequência pela música apenas.

A peça rara do homem das Peças Raras

Por Rodney Brocanelli

Sempre é bom ter o reconhecimento das pessoas que fazem o rádio. Por isso que agradeço (também em nome do Marcos Lauro – que foi cooptado pela grande mídia, mas seu espaço está garantido aqui, sempre)  o Marcelo Abud, do blog Peças Raras, pela menção em seu espaço do trabalho que fazemos aqui no Radioamantes. O Abud também faz um excelente trabalho de resgate da memória do rádio. Vale a pena ser acompanhado. Agora, para o amigo leitor ter uma idéia de como esse mundo é pequeno demais, eu tenho aqui uma peça rara do homem das peças raras.

Em 1995, o músico e apresentador Kid Vinil concedeu uma entrevista à Rádio Onze, rádio livre ligada ao Centro Acadêmico XI de agôsto da Faculdade de Direito-USP. Kid falou sobre vários assuntos. Ouça alguns trechos aqui. Um dos entrevistadores era justamente Marcelo Abud, que fez uma das melhores perguntas daquela ocasião. Abud fez uma brincadeira sobre o título e a capa do CD Xupaki que Kid estava divulgando na época. (veja a capa aqui). A qualidade do áudio não está aquelas coisas, mas acompanhe no player abaixo a questão feita por Abud.

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Memória: Igreja Universal “invade” o programa de Kid Vinil

16/11/2010 1 comentário

Por Rodney Brocanelli

Em 1997, Kid Vinil fez parte da equipe da então recém-criada Mix FM. Além de comandar o horário diário das 21h as 24h, ele tinha um programa chamado Mixer, que ia até a 01h. Num belo dia, algo estranho aconteceu bem no momento em que Kid estava encerrando o programa. O áudio de uma pregação religiosa da Igreja Unversal passou a vazar no sinal na emissora. Acompanhe sua reação no player abaixo.

KidVinil

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