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Posts Tagged ‘Octávio Muniz’

Colegas da Equipe Lider homenageiam Ligeirinho no Tropical Esporte Clube

12/07/2017 3 comentários

Por Rodney Brocanelli

Nesta terça-feira, o Tropical Esporte Clube, produzido pela Equipe Líder para a Rádio Tropical FM, foi todo dedicado ao repórter Eduardo Luiz, o Ligeirinho, que morreu na noite da última segunda feira. Comandado por Amir Neto, o programa contou com depoimentos de seus companheiros.

Logo no começo, Alexandre Barros entrou pelo telefone. Em seguida, outros integrantes deram seus depoimentos. Vamos destacar o do narrador Paulo Sodate, que trabalhou no último sábado ao lado de Ligeirinho. Ele disse que o colega decidiu trocar a função de repórter pela de comentarista por não concordar com as atuais restrições impostas ao trabalho de reportagem nos campos de futebol.

Por sua vez, Octávio Muniz, se disse feliz por ter dado a ele o slogan “o comentarista que veio da beira do campo” e depois reclamou do tratamento que é dado aos profissionais “que adiquirem cabelos brancos”, destacando o fato de que Alexandre foi o único a lhe dar emprego nos últimos tempos. Muniz pediu ainda que os responsáveis pelas redações olhem para as pessoas que ultrapassam os cinquenta anos, pois elas precisam trabalhar. Ouça a íntegra do programa no player abaixo.

Abaixo, é possível ouvir uma versão extensa da homenagem gravada que foi veiculada dentro do programa Tropical Esporte Clube. Além dos depoimentos dos integrantes da Equipe Líder, foram veiculados áudios históricos de Eduardo Luiz na Rádio Bandeirantes: um registro de uma edição da São Silvestre e entrevistas antes do inicio da partida entre Corinthians x São Paulo, final do Brasileirão de 1990. Clique no player abaixo.

Ligeirinho2

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Normas da CBF: a questão do respeito não passa pelos direitos de transmissão

Por Rodney Brocanelli

Segue rendendo o debate sobre a questão das normas da CBF para a atuação dos repórteres de rádio durante a partidas do campeonato brasileiro de futebol. Desta vez, o jornalista Octávio Muniz publicou em seu blog no R7 um post sobre essa questão. No texto, Muniz faz uma série de sugestões e vou me deter nas mais importantes.

Muniz escreve:  “DEVEM ser chamadas para uma reunião pessoas que representem nossa classe e que NÃO DIGAM SÓ AMÉM como foi no dia em que este “código” (sic) foi definido!

Que se convoque as duas associações nacionais, as quatro do meu estado, São Paulo e as demais de todos os estados cujos clubes estão envolvidos na Série A, através de seus presidentes e/ou representantes“.

A proposta de diálogo é excelente. No entanto, esbarra em um problema sério. As associações de cronistas esportivos, que são responsáveis por oficializar o credenciamento de jornalistas nos eventos esportivos, não são unidas. Como o próprio Muniz informa, são quatro apenas no estado de São Paulo. Uma delas, a Aceesp, a mais tradicional. Neste ano, foi criada a Aceisp (Associação dos Cronistas do Interior de São Paulo). Além dela, muitas surgiram devido a descontentamentos acumulados ao longo dos anos, isso sem citar  outros motivos.

No âmbito nacional, é a mesma coisa. Exemplo: muitas entidades descontentes com a postura da Abrace, outra associação tradicional, decidiram montar a Aceb, hoje presidida pelo Eraldo Leite. Nesse caso, temos duas associações brasileiras de cronistas.

É difícil, até por que tratam-se de rivalidades extremas, mas para conversar com a CBF (uma única e poderosa confederação), o ideal seria existir uma associação só forte no país. Por sua vez, cada estado teria uma só associação forte também.

Outro ponto do artigo de Muniz que cabe discussão: “Todos reunidos devem trabalhar para; primeiro, montar uma comissão de estudos // segundo, criar um código de conduta que será adotado à partir de 2017 // terceiro, discutir as regras claras para AQUISIÇÃO DE DIREITOS por parte das rádios/web rádios/portais de internet/aplicativos/jornais/revistas (e nem sempre adquirir direitos é pagar com dinheiro, existem outras formas de montar um bom acordo)“.

Cabe lembrar que a questão dos direitos de transmissão ganhou força aqui no Brasil a partir de 1987, com a Copa União, vendida para a Rede Globo. E o trabalho dos repórteres de rádio permaneceu tendo o devido respeito. Outras competições ao longo da história também tiveram direitos comercializados outras redes de televisão e os profissionais sempre tiveram chance de poder trabalhar sem qualquer tipo de limitação. Ou seja, o respeito a atuação dos repórteres não passa necessariamente pela questão dos direitos.

Outra coisa que chama a atenção no texto de Tatá Muniz e o seguinte trecho: “e nem sempre adquirir direitos é pagar com dinheiro, existem outras formas de montar um bom acordo“. Vale a pena desenvolver mais esse tópico. Que tipo de acordo rádios e rádios web poderiam fazer com os clubes e/ou entidades? Veiculação de spots publicitários vindos dos departamentos de marketing dos clubes para fins de divulgação? Mas essa divulgação já não é feita com a transmissão de jogos? Essas formas de montar um bom acordo prejudicariam a independência editorial dos departamentos esportivos das emissoras de rádio (embora não pareça, algumas emissoras são independentes)? E por que colocar nesse balaio as revistas e jornais? As entidades/clubes estariam dispostas a abrir mão do dinheiro?  Muitas interrogações que geram um belo e amplo debate. O espaço aqui  está aberto para outras opiniões.

radioesportivo

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