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Posts Tagged ‘Osmar Santos’

Radioamantes no Ar relembra o programa Balancê

13/10/2017 1 comentário

Nesta semana, o Radioamantes no Ar teve um convidado especial. Felipe Martinelli. Ele é autor de um mestrado apresentado na Escola de Comuncações e Artes, da USP, sobre o programa Balancê, apresentado pelas rádios Excelsior e Gazeta, entre os anos de 1980 e 1988. A atração fez muito sucesso no rádio paulistano em sua época. Serviu como uma forma de Osmar Santos, nome principal do departamento de esportes da dobradinha Globo-Excelsior, não se limitar apenas à cobertura esportiva, abordando outros temas, como política e entretenimento.Além de Osmar, os apresentadores do Balancê, em diferentes épocas, foram Juarez Soares e Fausto Silva. Este último, aproveitou bem a chance, e graças a ajuda de Goulart de Andrade, foi para a televisão, passando a comandar o Perdidos na Noite. O Radioamantes no Ar é apresentado todas as sextas, sempre a partir das 09h pela web rádio Showtime (http://showtimeradio.com.br). Com Rodney Brocanelli, João Alckmin, Flavio Aschar e Rogério Alcântara.

Quem desejar ler a tese de Martinelli pode clicar no link:

http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27161/tde-27092017-093957/pt-br.php

Ouça a entrevista no player abaixo

showtime2

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Os sons de 1977

Por Rodney Brocanelli

Todo 13 de outubro é dia de relembrar o título paulista de 1977 vencido pelo Corinthians. Para o torcedor, este dia tem um significado importante, pois se trata do fim de um longo jejum que vinha desde 1954 (a história é conhecida). A partir dessa data, o Timão não parou mais de colecionar conquistas. Se hoje, o time do povo está às portas de mais uma conquista de campeonato brasileiro, é porque Basílio pegou um rebote e acertou o gol, há 35 anos.

O Radioamantes traz de volta até você os registros que o rádio fez daquele grande momento. Começamos com Fiori Gigliotti, então na Rádio Bandeirantes.

Abaixo, um registro mais raro. José Italiano, então na Rádio Gazeta (SP), narrou e vibrou com o gol de seu time do coração. Geraldo Blota, outro corinthiano, era o repórter-meta da ocasião.

José Silvério estava entrando numa gelada. Sua missão naquela noite era complicada: substituir Osmar Santos, como narrador titular da Jovem Pan. Osmar estava se transferindo para a Rádio Globo. Com o gol de Basílio, Silvério passou pelo seu batismo de fogo.

Por sua vez, Osmar Santos começava uma nova fase em sua carreira. A fase de maior sucesso, pela Globo. Naquele dia 13, ele acordou com problemas na garganta. Mas graças ao seu talento, poucos perceberam a dificuldade. Oswaldo Maciel narrou alguns minutos daquele jogos. Mas na hora do grande momento, Osmar retomou o microfone e também entrou para a história.

(Este post é uma homenagem a Marco Ribeiro, editor do blog Radio Base Urgente e corinthiano. Ele tem um poster do Basílio na parede de seu quarto).

*Publicado originalmente em 13 de outubro de 2012 e devidamente editado e atualizado para a ocasião.

corinthians x ponte 1977

Sucesso do rádio nos anos 80, o Balancê ganha olhar acadêmico acessível a todos os tipos de leitores

Por Rodney Brocanelli

Um dos programas de rádio mais influentes e revolucionários dos anos 1980, o  Balancê, apresentado pela antiga Rádio Excelsior (hoje CBN) foi objeto de uma dissertação de mestrado apresentado na Escola de Comunicações e Artes da USP,  apresentada no último dia primeiro de setembro. Com a aprovação da banca examinadora, Felipe Martinelli, seu autor, conseguiu seu título acadêmico. Martinelli é conhecido dos leitores deste blog por conceder uma entrevista ao Radioamantes no Ar sobre Carlos Roberto Escova, em dezembro de 2015. O humorista, que teve participação de destaque no programa de rádio, morreu poucos dias antes e o agora mestre falou na ocasião sobre o encontro que os dois tiveram na cidade de Ourinhos, em outubro de 2007. Muitas informações das conversas de ambos estão nessa dissertação.

O grande mérito de “Girando a roda do Balancê: a trajetória de um programa e a  transformação do rádio paulistano” é atrair tanto a comunidade acadêmica (sua finalidade principal) como ao leitor comum, seja aquele que é interessado na história do rádio por hobby ou aos saudosistas que acompanharam o programa em grande parte de sua existência no dial paulistano.

Martinelli fez a divisão da trajetória do programa em quatro fases. A  primeira começa (obviamente) em sua estreia, no 07 de abril de 1980 e vai até 1983. A atração nasceu de uma necessidade de Osmar Santos, principal nome do departamento esportivo da Globo-Excelsior de entrar em outras áreas além do futebol, como as artes e a política. Osmar iria apresentar o programa, mas quando ele tivesse algum outro compromisso, um co-apresentador assumiria o comando. Juarez Sores foi o escolhido para a missão. Nessa fase, a parte politizada do programa justamente é a que iria dar dores de cabeça a todos, desde o alto escalão da emissora até a equipe de produção. Já naquela época, o  sonoplasta Johnny Black se destacava por dar uma plástica toda peculiar ao Balancê.

A partir de 1983, com a saída de Juarez Soares, que se transfere para a TV Bandeirantes a fim de apresentar o Show do Esporte, começa a outra fase. Meio que por acaso, até. Alguns dos integrantes da equipe esportiva da Globo-Excelsior não tinham, digamos, o perfil para um programa daquele porte. Jorge de Souza, Odinei Edson e Reinaldo Costa foram testados para co-apresentar o programa com Osmar Santos. Até que se chegou ao nome de Fausto Silva. Com isso, o Balancê tomou outro rumo e contribuiu muito para isso a química do novo apresentador com os humoristas Carlos Roberto Escova e Nélson Tatá Alexandre (e Johnny Black, é claro) torna a atração mais anárquica e irreverente. Aqui, Martinelli nos revela que Fausto Silva e Osmar santos, não tinham o que se consideraria uma amizade fora dos microfones. Aliás, isso é mais comum do que possa parecer. Exitem vários casos (e alguns deles muito atuais) no rádio de gente que não se suporta, mas devido a compromissos comerciais, técnicos, entre outros, deixa as rusgas de lado quando estão no ar. O texto relata alguns momentos de alfinetadas de Faustão em Osmar por muitas questões, especialmente salários.  Nessa fase, o Balancê passa a ser apresentado em um teatro por uma questão simples. Não dava para acomodar no estúdio todos os que desejavam acompanhar o programa ao vivo, além, é claro, dos convidados.

A terceira fase, vai de 1985 até 1987. Em 85, Fausto Silva se transfere para a Rádio Record. Vale lembrar que já naquela época, ele já está com o Perdidos na  Noite, cujo processo de criação é devidamente contado por Martinelli em seu texto. Oscar Ulisses passa a apresentar o Balancê em alguns dias da semana. A derradeira fase do programa abrange grande parte do ano de 1988. Aqui, Osmar já havia se transferido para a Rádio Record e costurado um acordo com a Rádio Gazeta para repetir a dobradinha Globo-Excelsior. Na Gazeta, as últimas edições do Balancê foram transmitidas. O perfil passa a ser o de um programa de variedades, com a apresentação de Carlos Fernando (talvez algo mais adequado à sua personalidade).

O tema central da tese de Martinelli é o Balancê. Mesmo assim, seu texto não deixa de contemplar outras emissoras. A Jovem Pan ganha um espaço generoso, até porque de lá saíram profissionais importantes para a história do programa da Excelsior. Além disso, perto do final, é explicada até de que forma a Rádio Record viabilizou financeiramente seu departamento de esportes, lançado em 85, com a adoção, já naquela época, dos hoje detestados contratos de Pessoa Jurídica. O responsável por isso é um conhecido executivo de rádios ainda na ativa e que volta e meia ganha elogios e citações simpáticas, sendo apontado como exemplo de um gestor genial.

O  mestrado de Felipe Martinelli pode ser lido em sua íntegra no link a seguir. Logo abaixo, tem lá o caminho para o pdf. Boa leitura.

http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27161/tde-27092017-093957/pt-br.php

girando a roda

Osmar Santos, 68

28/07/2017 1 comentário

Por Rodney Brocanelli

Osmar Santos comemora 68 anos de vida neste 28 de julho. Ele é um dos grandes nomes do rádio esportivo em todos os tempos. Vamos relembrar alguns de seus grandes momentos.

A seguir, um especial em duas partes produzido e apresentado por André York, então na Rádio Banda B, de Curitiba.

Abaixo, Osmar saúda a volta de José Carlos Araújo à Rádio Globo, do Rio, no final de 1984.

A imagem não está boa, mas o que importa é o som. Osmar Santos narrando pela TV Globo um gol do Brasil no torneio olímpico de futebol em Los Angeles, também em 1984.

Osmar Santos já narrou Fórmula 1 pela Rádio Globo. Ouça um trecho da transmissão do GP da Argentina de 1978.

Em São Paulo, Osmar Santos começou a escrever seu nome na história do rádio esportivo na Jovem Pan. Abaixo, o registro da primeiro jogo da grande final do Paulistão de 1974, reunindo Palmeiras e Corinthians. O primeiro jogo, no Pacaembu terminou empatado em 1 a 1.

Poucos dias depois, o Palmeiras iria surpreender e bater o favorito Corinthians no Morumbi. Osmar transmitiu as emoções dessa partida também pela Pan.

Uma das maiores homenagens recentes a Osmar Santos é a bola Gorduchinha. A intenção era que ela fosse a bola da Copa aqui no Brasil. No entanto, a empresa de material esportivo oficial preferiu utilizar uma outra opção. Mesmo assim, o sonho virou realidade, graças a uma grande fabricante de material esportivo aqui do Brasil. Ao Radioamantes no Ar, o pai da ideia, Delen Bueno, contou um pouco mais da história.

Em 1983, a Rádio Globo liderava a audiência nas transmissões de futebol com a equipe esportiva comandada por Osmar Santos. A segunda colocada da ocasião, a Rádio Bandeirantes, tentava de todas as formas recuperar o terreno perdido. E o sistema de auto falantes do estádio do Morumbi à época foi usado como parte dessa estratégia. Em dias de jogos, sempre quando o serviço iria divulgar alguma informação relevante para os espectadores, uma vinheta era executada antes: uma variação do logotom do Escrete do Rádio. Aquilo procurava funcionar como uma mensagem subliminar para fazer com que o ouvinte se lembrasse da Bandeirantes e mudasse de estação. Isso irritava Osmar, que sempre dava um jeito de alfinetar a estratégia do concorrente. Isto aconteceu na final do campeonato paulista de 1983, disputada por Corinthians x São Paulo.

No último dia 12 de julho, pouco antes da partida entre Palmeiras x Corinthians, válida pelo campeonato brasileiro de futebol, foi inaugurado oficialmente as novas instalações para a imprensa no Allianz Parque. O nome oficial será Centro de Imprensa Osmar Santos, uma homenagem mais do que justa a um dos grandes nomes da imprensa esportiva. Osmar ganhou uma camiseta do Palmeiras personalizada e uma placa. Depois, ele descerrou uma outra placa que encerrou a solenidade

osmarsantos

Allianz Parque inaugura Centro de Imprensa Osmar Santos

13/07/2017 1 comentário

Por Rodney Brocanelli

Nesta quarta-feira, pouco antes da partida entre Palmeiras x Corinthians, válida pelo campeonato brasileiro de futebol, foi inaugurado oficialmente as novas instalações para a imprensa no Allianz Parque. O nome oficial será Centro de Imprensa Osmar Santos, uma homenagem mais do que justa a um dos grandes nomes da imprensa esportiva. Durante a solenidade, Osmar ganhou uma camiseta do Palmeiras personalizada e uma placa. Veja no player abaixo.

Osmar Santos Allianz

O melhor dos 100 anos do derby paulista nas ondas do rádio

Por Rodney Brocanelli, atendendo a uma sugestão de Edu Cesar, do Papo de Bola

No dia 5 de maio de 1917,  portanto há 100 anos, Palestra Itália x Corinthians disputaram o primeiro jogo do derby paulista. Muitos dos que estiveram em campo talvez não tivessem ideia de que estariam iniciando uma das maiores rivalidades do futebol brasileiro. Naquele primeiro confronto, o vencedor foi o Palestra (jogando em casa), pelo placar de 3 a 0. A única mudança considerável de lá pra cá foi a mudança de nome do Palestra, que passou a se chamar Palmeiras. Ainda assim, o antagonismo entre as duas agremiações se manteve intacto.

O rádio somente chegaria ao Brasil de forma oficial em 1922. As primeiras transmissões de futebol aconteceram a partir de 1931. Dessa forma, os primeiros anos da rivalidade não foram contados pelo rádio. No entanto, o veículo esteve presente no registro de vários capítulos históricos de sua história recente. Separamos alguns deles aqui neste post.

1966 – Garrincha Garrincha perde pênalti em um Corinthians x Palmeiras

No primeiro semestre de 1966, o jogador Garrincha teve uma breve passagem pelo Corinthians. Ele estava com 32 anos e já não mostrava mais o futebol que encantou o planeta nas Copas vencidas pelo Brasil em 1958 e 1962 e também pelo Botafogo. Entretanto, não deixava de ser uma atração. No dia 21 de março daquele ano, o Corinthians enfrentou o Palmeiras em partida válida pelo torneio Rio-São Paulo. Aos 43 minutos do segundo tempo, o Verdão vencia pelo placar de 2 a 1 até que foi marcado um pênalti para o Timão. Garrincha ficou encarregado da cobrança. O goleiro Valdir Joaquim de Moraes defendeu, garantindo a vitória para seu time. Ouça o registro desse momento na narração de Fiori Gigliotti e com reportagens de José Paulo de Andrade, pela Rádio Bandeirantes.

1971 – A virada histórica do Corinhians

Um dos maiores jogos da história do derby, segundo os corintianos. A equipe alvinegra terminou o primeiro tempo em desvantagem no placar: 2 a 0. O Palmeiras tinha em seu elenco nomes como Leivinha, Luis Pereira e Leão, a segunda academia. Na segunda etapa, Adãozinho fez uma partidaça e comandou a virada. Mirandinha também foi muito importante para o resultado, marcando dois gols. Ouça a narração de Joseval Peixoto, na Rádio Jovem Pan.

1974 – Palmeiras conquista título e deixa rival na fila

Depois de conquistar o campeonato paulista de 1954, o Corinthians entrou em um período sem levantar torneios oficiais (poucos se lembram – ou talvez não levem em consideração de propósito – o Rio-São Paulo de 1966, no qual o alvinegro foi declarado campeão ao lado Santos, Botafogo e Vasco). Quando chegou à final do Paulistão de 1974, a torcida achou que tinha chegado a oportunidade do encerramento daquele incômodo jejum. Entretanto, o Palmeiras não ligou muito para a atmosfera daquela decisão. Sustentou um empate pelo placar de 1 a 1 no primeiro jogo e venceu o segundo por 1 a 0. Ouça a narração de Osmar Santos, então na Rádio Jovem Pan.

1979 – Corinthians desbanca o Palmeiras favorito de Telê

Naquele ano, o Palmeiras era favorito para a conquista das competições mais importantes da época. Apesar do belo trabalho do técnico Telê Santana, o time foi eliminado do Brasileirão daquele ano ao cair diante do Internacional. Sobrava o campeonato paulista, no qual o time também foi muito bem. Entretanto, graças a uma manobra de bastidor, as suas fases decisivas foram disputada em janeiro de 1980. Muitos apontam que a paralisação favoreceu muito mais ao Corinthians. Na semifinal, Biro- Biro fez o gol que colocou seu time na grande final. Ouça a narração de José Silvério, na Rádio Jovem Pan (note que Silvério e Wanderley Nogueira não se entendem sobre o autor do gol. No final, Wanderley estava certo).

1982 – A goleada alvinegra

Essa partida entrou para a história do derby graças ao placar final. O time da Democracia Corintiana aplicava uma goleada sobre seu maior rival. A partida se encaminhava para um empate em 1 a 1. No entanto, na parte final do segundo tempo, o Corinthians impôs seu bom futebol e Casagrande foi o autor de três gols. Ouça a narração de José Silvério, pela Rádio Jovem Pan.

1983 – Mais uma vitória corintiana em semifinal

Pelo campeonato paulista, mais um derby em semifinal. Mais uma vitória do Corinthians. Esse foi o famoso confronto em que Márcio, do Palmeiras, fez marcação pessoal em Sócrates. Não houve sucesso. O Magrão fez o gol na partida. Ouça a narração de Osmar Santos, aqui pela Rádio Globo.

1986 – Palmeiras devolve os 5 a 1

Outra partida que entrou para a história devido ao resultado final. Com uma atuação excepcional do atacante Edmar, o Palmeiras devolveu o placar de 1982. Casagrande, o carrasco de 1982, fez o gol de honra. Ouça a narração de José Silvério, pela Rádio Jovem Pan.

1986 – O troco palmeirense em semifinal

Depois de devolver a goleada, o Palmeiras conseguiria outro feito ao vencer o rival na semifinal do campeonato paulista. Desta vez, Mirandinha estava em noite de gala e fez o gol que levou a partida para a prorrogação. No tempo extra, Éder fez um gol olímpico que sacramentou a passagem para a final. Narração de Osmar Santos, na Rádio Globo.

1993 – Palmeiras sai da fila em vitória sobre o Corinthians

O tempo passou, o mundo girou e desta vez quem estava na fila era o Palmeiras. Graças a uma parceria com a Parmalat, o alviverde montou um time com reforços de peso. Na primeira tentativa, em 1992, derrota para o São Paulo. Entretanto, Evair e seus companheiros não deixariam escapar a segunda chance. Ouça o gol de pênalti marcado pelo camisa 9 palmeirense com a narração de Oscar Ulisses, da Rádio Globo.

1994 – Decisão em nível nacional

Depois de muitos anos decidindo títulos em âmbito estadual, chegou a vez de um confronto por um título nacional. Na verdade, esse duelo era para ter acontecido no ano anterior, mas o Corinthians caiu diante do Vitória. No ano seguinte, chegou a vez da decisão tão esperada. No primeiro jogo, triunfo palmeirense no Pacaembu. No segundo jogo, no mesmo estádio, o empate que garantiu o título. Narração de Ennio Rodrigues, pela Rádio Gazeta.

1995 – Em Ribeirão Preto, o Corinthians leva o Paulistão

Foram dois jogos fora da cidade de São Paulo. No primeiro, empate pelo placar de 1 a 1. No segundo, o Palmeiras saiu na frente com gol de Nilson. O empate corintiano veio com uma cobrança de de falta bem executada por Marcelinho Carioca. O gol do título veio com um heroi improvável: Elivelton. Ouça seu gol com a narração de José Silvério, na Rádio Jovem Pan.

1999 – O jogo das embaixadinhas

Mais uma decisão de Paulistão reunindo as duas equipes. O Palmeiras estava com a cabeça na Libertadores e já tinha desclassificado o rival na fase do mata-mata. No primeiro jogo, vitória corintiana pelo placar de 3 a 0. Na volta, o Palmeiras até que conseguiu dois gols, marcados por Evair. No final do jogo, a provocação de Edilson, com as embaixadinhas, e uma briga quase generalizada. Ouça a narração de José Silvério, ainda na Rádio Jovem Pan.

2000 – O Derby cresce e chega à América

O ponto alto da história do Derby. Um duelo para chegar à final da Copa Libertadores. Dois jogos históricos e com placares elasticos: na ida, vitória corintiana por 4 a 3. Na volta, o Palmeiras venceria pelo placar de 3 a 2 e com um gol heroico de Galeano. A vaga seria disputada nas cobranças dos tiros livres. Marcos ratificaria a imagem de santo milagreiro ao defender a cobrança de Marcelinho Carioca. Ouça a narração de José Silvério, pela Jovem Pan (sim, só dá ele nessa seleção).

2005 – O fator Tevez

Naquele ano, o Corinthians foi o campeão brasileiro, com um super time montado pela MSI. O destaque vai para o argentino Tevez, que fez um belo gol na partida contra o Palmeiras, válida pelo campeonato brasileiro. Narração de José Silvério, agora na Rádio Bandeirantes.

2008 – O chororô de Valdivia

O futebol do atleta chileno deslanchou nesta temporada, com direito a um gol um clássico contra o Corinthians, válido pelo campeonato paulista e comemoração com chororô. Narração de Nilson Cesar, pela Rádio Jovem Pan.

2009 – Ronaldo derruba o alambrado

O primeiro gol de Ronaldo com a camisa do Corinthians foi em um derby disputado em Presidente Prudente, válido pelo campeonato paulista. Diego Souza abriu o placar para o Palmeiras. Porém, em jogada de escanteio, a bola foi para o segundo pau e o Fenômeno subiu para marcar de cabeça. Na festa que se seguiu depois, o atacante subiu no alambrado para comemorar com a torcida. Este não aguentou muito tempo e cedeu.  Um incidente sem gravidade. Ouça a narração de José Silvério, pela Rádio Bandeirantes.

2009 – Obina faz seu hat-trick

Os puristas que me perdoem, mas Obina entrou para a história do clássico ao fazer um hat-trick. O terceiro foi um presentaço de Cleiton Xavier. Ronaldo, não brilhou desta vez, sendo substituído por uma contusão no pulso. O atacante palmeirense ainda faria mais um gol, só que corretamente anulado. Essa partida valeu pelo campeonato brasileiro e foi disputada também na cidade de Presidente Prudente.  Ouça a narração de Oscar Ulisses, pela Rádio Globo.

2011 – Mais uma semifinal

E mais uma decisão nos tiros livres indiretos. João Vitor, do Palmeiras, se transformaria no vilão palmeirense ao ter sua cobrança defendida por Julio Cesar. Ouça José Silvério narrando pela Bandeirantes (obs. o vídeo não está sincronizado com o áudio, mas o registro é que vale).

2014 – A era das arenas

A partir de 2014, começava a era das novas arenas na história do Derby. Após anos atuando em campos neutros (Morumbi e Pacaembu), as duas equipes passaram a mandar os jogos em seus respectivos estádios. No primeiro jogo da Arena Corinthians, vitória do time da casa pelo placar de 2 a 0. Ouça a narração de Oscar Ulisses, da Rádio Globo.

2015 – Vitória na estreia da arena do rival

No ano seguinte, foi a vez do Allianz Parque receber o primeiro derby. E a vitória foi do visitante Corinthians pelo placar de 1 a 0, gol de Danilo. Narração de Sidney Botelho, pela Premium Esportes.

2015 – Deu Palmeiras, nos pênaltis

Em mais uma semifinal de Paulistão, desta vez foi a vez do Palmeiras vencer nos pênaltis o arqui-rival. A partida foi na Arena Corinthians e Fernando Prass começava a cavar um lugar na galeria de ídolos do Verdão. Ouça a narração de Eder Luiz, da Rádio Transamérica.

2016 – Desta vez deu Palmeiras no Allianz

Pelo campeonato brasileiro, o Palmeiras venceu o Corinthians em casa. Gol de Cleiton Xavier. Foi a última partida de Tite pelo Timão. Pouco depois, o técnico aceitaria o chamado para comandar a seleção brasileira. Ouça a narração de Diguinho Coruja pela Rádio Capital.

2016 – A dancinha do Mina

No segundo turno do Brasileirão, nova vitória palmeirense. Destaque para o gol de Yerry Mina, com direito a sua dancinha característica. Este gol elevou o zagueiro colombiano a categoria de ídolo. Não é para menos: naquela temporada, ele fez gols contra os principais rivais do Palmeiras em São Paulo, incluindo o Timão. Narração de Edmar Ferreira, pela Premium Esportes.

2017 – Vitória corintiana e polêmica

O derby que marcou os 100 anos de rivalidade foi marcada pela expulsão injusta do volante Gabriel, que não fez a falta no atacante Keno. O autor da falta foi o zagueiro Pablo. Mesmo com a vantagem númerica, o Palmeiras não conseguiu se impor diante do adversário e levou um gol de contra ataque, marcado pelo atacante Jô. Ouça a narração de Nilson Cesar, pela Rádio Jovem Pan.

derby 100 anos

Memória: “Quem perde no Ibope, apela no auto falante”

02/02/2017 1 comentário

Por Rodney Brocanelli

Em 1983, a Rádio Globo liderava a audiência nas transmissões de futebol com a equipe esportiva comandada por Osmar Santos. A segunda colocada da ocasião, a Rádio Bandeirantes, tentava de todas as formas recuperar o terreno perdido. E o sistema de auto falantes do estádio do Morumbi à época foi usado como parte dessa estratégia. Em dias de jogos, sempre quando o serviço iria divulgar alguma informação relevante para os espectadores, uma vinheta era executada antes: uma variação do logotom do Escrete do Rádio. Aquilo procurava funcionar como uma mensagem subliminar para fazer com que o ouvinte se lembrasse da Bandeirantes e mudasse de estação. Isso irritava Osmar, que sempre dava um jeito de alfinetar a estratégia do concorrente. Isto aconteceu na final do campeonato paulista de 1983, disputada por Corinthians x São Paulo. Ouça.

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