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Posts Tagged ‘Osmar Santos’

Edison Scatamachia conta histórias da época de Osmar Santos na Rádio Globo.

Por Rodney Brocanelli

O perfil Narração Esportiva, ativo no You Tube, vem publicando uma série de entrevistas de Edison Scatamachia, jornalista que foi coordenador de produção do departamento de esportes da Rádio Globo nos anos 1980, que corresponde ao auge da carreira de Osmar Santos. Scatinha, como era chamado por Osmar, contou algumas histórias de bastidores desse período. Esse depoimento é precioso porque talvez seja um dos poucos que detalham coisas da época em que a Globo dominou a audiência do rádio AM paulistano.

Vindo da imprensa escrita, Scatamachia resolveu adotar um roteiro para as transmissões esportivas. E nele, era obrigatório o giro de manchetes dos repórteres, que depois iam detalhando as informações, muitas delas recheadas com entrevistas pré-gravadas. Esse investimento no jornalsimo, segundo ele, foi o grande pulo do gato para que a Globo tomasse a audiência da Rádio Bandeirantes, que até então era a líder das pesquisas de audiência. “Nós viramos o jogo com a notícia”, conta. Isso, claro, sem perder o bom humor, que era outra características das transmissões. Veja abaixo.

No trecho abaixo, Scatinha também fala sobre Fausto Silva e Lucimara Parisi, outros dois grandes nomes daquela equipe, que atingiram voos maiores em suas respectivas carreiras. Para ele, o grande sucesso do Perdidos na Noite (programa da tv derivado do Balancê, da Rádio Excelsior) era a absoluta falta de organização. Depois, o jornalista conta divertidas histórias da participação de Osmar Santos como apresentador dos comícios das Diretas Já.

Edison Scatamachia

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Aceesp negocia com Palemeiras fim do uso de coletes que fazem propaganda do Avanti

Por Rodney Brocanelli

A Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo (Aceesp) divulgou nota na noite da última sexta-feira informando que está negociando com o Palmeiras sobre a descontinuidade do uso de coletes de identificação para os profissionais de imprensa que acessam a Tribuna de Imprensa Osmar Santos, instalada no Allianz Parque. A entidade diz ainda na nota que discorda da medida. Leia abaixo:

http://www.aceesp.org.br/site/?p=7651

Na última quinta-feira, antes da partida entre Palmeiras e Santo André, válida pelo campeonato paulista, alguns profissionais foram surpreendidos com a novidade. O colete, veja abaixo,  é todo verde, com o distintivo do clube do lado esquerdo, um número de identificação do lado direito e, nas costas, um “merchan”, do Avanti, programa de sócio torcedor do clube.

O Radioamantes apurou que a ideia do uso dos coletes é ajudar a quem trabalha no Palmeiras em dias de jogos no controle de acesso ao local. Isso evitaria a entrada de “bicões”, que assistiriam as partidas do clube  em instalações confortáveis.

A medida desagradou aos  profissionais de imprensa. Alguns demonstraram insatisfação com o que seria uma propaganda gratuita do Avanti.  Muitos usaram o colete, durante o transcorrer da partida. Outros deixaram os seus na cadeira.

O assunto foi bastante discutido nas redes sociais na noite da quinta-feira e manhã de sexta-feira. Grande parte dos torcedores apoiou a medida, enxergando uma espécie de represália pelo fato de muitos veículos não citarem no nome do estádio.

O acesso à Tribuna de Imprensa Osmar Santos, inaugurada em julho do ano passado,  é liberado para profissionais da imprensa escrita, web rádios, repórteres e câmeras de televisão das emissoras que não detém os direitos de transmissão. Técnicos, narradores e comentaristas das emissoras de rádio e tv ficam em cabines específicas e não foi observado o uso dos coletes por parte deles.

colete palmeiras

 

Radioamantes no Ar relembra o programa Balancê

13/10/2017 1 comentário

Nesta semana, o Radioamantes no Ar teve um convidado especial. Felipe Martinelli. Ele é autor de um mestrado apresentado na Escola de Comuncações e Artes, da USP, sobre o programa Balancê, apresentado pelas rádios Excelsior e Gazeta, entre os anos de 1980 e 1988. A atração fez muito sucesso no rádio paulistano em sua época. Serviu como uma forma de Osmar Santos, nome principal do departamento de esportes da dobradinha Globo-Excelsior, não se limitar apenas à cobertura esportiva, abordando outros temas, como política e entretenimento.Além de Osmar, os apresentadores do Balancê, em diferentes épocas, foram Juarez Soares e Fausto Silva. Este último, aproveitou bem a chance, e graças a ajuda de Goulart de Andrade, foi para a televisão, passando a comandar o Perdidos na Noite. O Radioamantes no Ar é apresentado todas as sextas, sempre a partir das 09h pela web rádio Showtime (http://showtimeradio.com.br). Com Rodney Brocanelli, João Alckmin, Flavio Aschar e Rogério Alcântara.

Quem desejar ler a tese de Martinelli pode clicar no link:

http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27161/tde-27092017-093957/pt-br.php

Ouça a entrevista no player abaixo

showtime2

Os sons de 1977

Por Rodney Brocanelli

Todo 13 de outubro é dia de relembrar o título paulista de 1977 vencido pelo Corinthians. Para o torcedor, este dia tem um significado importante, pois se trata do fim de um longo jejum que vinha desde 1954 (a história é conhecida). A partir dessa data, o Timão não parou mais de colecionar conquistas. Se hoje, o time do povo está às portas de mais uma conquista de campeonato brasileiro, é porque Basílio pegou um rebote e acertou o gol, há 35 anos.

O Radioamantes traz de volta até você os registros que o rádio fez daquele grande momento. Começamos com Fiori Gigliotti, então na Rádio Bandeirantes.

Abaixo, um registro mais raro. José Italiano, então na Rádio Gazeta (SP), narrou e vibrou com o gol de seu time do coração. Geraldo Blota, outro corinthiano, era o repórter-meta da ocasião.

José Silvério estava entrando numa gelada. Sua missão naquela noite era complicada: substituir Osmar Santos, como narrador titular da Jovem Pan. Osmar estava se transferindo para a Rádio Globo. Com o gol de Basílio, Silvério passou pelo seu batismo de fogo.

Por sua vez, Osmar Santos começava uma nova fase em sua carreira. A fase de maior sucesso, pela Globo. Naquele dia 13, ele acordou com problemas na garganta. Mas graças ao seu talento, poucos perceberam a dificuldade. Oswaldo Maciel narrou alguns minutos daquele jogos. Mas na hora do grande momento, Osmar retomou o microfone e também entrou para a história.

(Este post é uma homenagem a Marco Ribeiro, editor do blog Radio Base Urgente e corinthiano. Ele tem um poster do Basílio na parede de seu quarto).

*Publicado originalmente em 13 de outubro de 2012 e devidamente editado e atualizado para a ocasião.

corinthians x ponte 1977

Sucesso do rádio nos anos 80, o Balancê ganha olhar acadêmico acessível a todos os tipos de leitores

Por Rodney Brocanelli

Um dos programas de rádio mais influentes e revolucionários dos anos 1980, o  Balancê, apresentado pela antiga Rádio Excelsior (hoje CBN) foi objeto de uma dissertação de mestrado apresentado na Escola de Comunicações e Artes da USP,  no último dia primeiro de setembro. Com a aprovação da banca examinadora, Felipe Martinelli, o autor, conseguiu seu título acadêmico. Martinelli é conhecido dos leitores deste blog por conceder uma entrevista ao Radioamantes no Ar sobre Carlos Roberto Escova, em dezembro de 2015. O humorista, que teve participação de destaque no programa de rádio, morreu poucos dias antes e o agora mestre falou na ocasião sobre o encontro que os dois tiveram na cidade de Ourinhos, em outubro de 2007. Muitas informações das conversas de ambos estão nessa dissertação.

O grande mérito de “Girando a roda do Balancê: a trajetória de um programa e a  transformação do rádio paulistano” é atrair tanto a comunidade acadêmica (sua finalidade principal) como ao leitor comum, seja aquele que é interessado na história do rádio por hobby, ou aos saudosistas que acompanharam o programa em grande parte de sua existência no dial paulistano.

Martinelli fez a divisão da trajetória do programa em quatro fases. A  primeira começa (obviamente) em sua estreia, no 07 de abril de 1980 e vai até 1983. A atração nasceu de uma necessidade de Osmar Santos, principal nome do departamento esportivo da Globo-Excelsior de entrar em outras áreas além do futebol, como as artes e a política. Osmar iria apresentar o programa, mas caso ele tivesse algum outro compromisso, um co-apresentador assumiria o comando. Juarez Sores foi o escolhido para a missão. Nessa fase, a parte politizada do programa justamente é a que iria dar dores de cabeça a todos, desde o alto escalão da emissora até a equipe de produção. Já naquela época, o  sonoplasta Johnny Black se destacava por dar uma plástica toda peculiar ao Balancê.

A partir de 1983, com a saída de Juarez Soares, que se transfere para a TV Bandeirantes a fim de apresentar o Show do Esporte, começa a outra fase. Meio que por acaso, até. Alguns dos integrantes da equipe esportiva da Globo-Excelsior não tinham, digamos, o perfil para um programa daquele porte. Jorge de Souza, Odinei Edson e Reinaldo Costa foram testados para co-apresentar o programa com Osmar Santos. Até que se chegou ao nome de Fausto Silva. Com isso, o Balancê tomou outro rumo, e contribuiu muito para isso a química do novo apresentador com os humoristas Carlos Roberto Escova e Nélson Tatá Alexandre (e Johnny Black, é claro). A atração mais ficou mais anárquica e irreverente.

Martinelli nos revela falando dessa fase que Fausto Silva e Osmar santos, não tinham o que se consideraria uma amizade fora dos microfones. Aliás, isso é mais comum do que possa parecer. Exitem vários casos (e alguns deles muito atuais) no rádio de gente que não se suporta, mas devido a compromissos comerciais, técnicos, entre outros, deixa as rusgas de lado quando estão no ar. O texto relata alguns momentos de alfinetadas de Faustão em Osmar por muitas questões, especialmente salários.  Nessa fase, o Balancê passa a ser apresentado em um teatro por uma questão simples. Não dava para acomodar no estúdio todos os que desejavam acompanhar o programa ao vivo, além, é claro, dos convidados.

A terceira fase, vai de 1985 até 1987. Em 85, Fausto Silva se transfere para a Rádio Record. Vale lembrar que já naquela época, ele já está com o Perdidos na Noite, cujo processo de criação é devidamente contado por Martinelli em seu texto. Oscar Ulisses passa a apresentar o Balancê em alguns dias da semana. A derradeira fase do programa abrange grande parte do ano de 1988. Aqui, Osmar já havia se transferido para a Rádio Record e costurado um acordo com a Rádio Gazeta para repetir a dobradinha Globo-Excelsior. Na Gazeta, as últimas edições do Balancê foram transmitidas. O perfil passa a ser o de um programa de variedades, com a apresentação de Carlos Fernando (talvez algo mais adequado à sua personalidade).

O tema central da tese de Martinelli é o Balancê. Mesmo assim, seu texto não deixa de contemplar outras emissoras. A Jovem Pan ganha um espaço generoso, até porque de lá saíram profissionais importantes para a história do programa da Excelsior. Além disso, perto do final, é explicada até de que forma a Rádio Record viabilizou financeiramente seu departamento de esportes, lançado em 85, com a adoção, já naquela época, dos hoje detestados contratos de Pessoa Jurídica. O responsável por isso é um conhecido executivo de rádios ainda na ativa e que volta e meia ganha elogios e citações simpáticas de colegas, sendo apontado como exemplo de um gestor genial.

O  mestrado de Felipe Martinelli pode ser lido em sua íntegra no link a seguir. Logo abaixo, tem lá o caminho para o pdf. Boa leitura.

http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27161/tde-27092017-093957/pt-br.php

girando a roda

Osmar Santos, 68

28/07/2017 1 comentário

Por Rodney Brocanelli

Osmar Santos comemora 68 anos de vida neste 28 de julho. Ele é um dos grandes nomes do rádio esportivo em todos os tempos. Vamos relembrar alguns de seus grandes momentos.

A seguir, um especial em duas partes produzido e apresentado por André York, então na Rádio Banda B, de Curitiba.

Abaixo, Osmar saúda a volta de José Carlos Araújo à Rádio Globo, do Rio, no final de 1984.

A imagem não está boa, mas o que importa é o som. Osmar Santos narrando pela TV Globo um gol do Brasil no torneio olímpico de futebol em Los Angeles, também em 1984.

Osmar Santos já narrou Fórmula 1 pela Rádio Globo. Ouça um trecho da transmissão do GP da Argentina de 1978.

Em São Paulo, Osmar Santos começou a escrever seu nome na história do rádio esportivo na Jovem Pan. Abaixo, o registro da primeiro jogo da grande final do Paulistão de 1974, reunindo Palmeiras e Corinthians. O primeiro jogo, no Pacaembu terminou empatado em 1 a 1.

Poucos dias depois, o Palmeiras iria surpreender e bater o favorito Corinthians no Morumbi. Osmar transmitiu as emoções dessa partida também pela Pan.

Uma das maiores homenagens recentes a Osmar Santos é a bola Gorduchinha. A intenção era que ela fosse a bola da Copa aqui no Brasil. No entanto, a empresa de material esportivo oficial preferiu utilizar uma outra opção. Mesmo assim, o sonho virou realidade, graças a uma grande fabricante de material esportivo aqui do Brasil. Ao Radioamantes no Ar, o pai da ideia, Delen Bueno, contou um pouco mais da história.

Em 1983, a Rádio Globo liderava a audiência nas transmissões de futebol com a equipe esportiva comandada por Osmar Santos. A segunda colocada da ocasião, a Rádio Bandeirantes, tentava de todas as formas recuperar o terreno perdido. E o sistema de auto falantes do estádio do Morumbi à época foi usado como parte dessa estratégia. Em dias de jogos, sempre quando o serviço iria divulgar alguma informação relevante para os espectadores, uma vinheta era executada antes: uma variação do logotom do Escrete do Rádio. Aquilo procurava funcionar como uma mensagem subliminar para fazer com que o ouvinte se lembrasse da Bandeirantes e mudasse de estação. Isso irritava Osmar, que sempre dava um jeito de alfinetar a estratégia do concorrente. Isto aconteceu na final do campeonato paulista de 1983, disputada por Corinthians x São Paulo.

No último dia 12 de julho, pouco antes da partida entre Palmeiras x Corinthians, válida pelo campeonato brasileiro de futebol, foi inaugurado oficialmente as novas instalações para a imprensa no Allianz Parque. O nome oficial será Centro de Imprensa Osmar Santos, uma homenagem mais do que justa a um dos grandes nomes da imprensa esportiva. Osmar ganhou uma camiseta do Palmeiras personalizada e uma placa. Depois, ele descerrou uma outra placa que encerrou a solenidade

osmarsantos

Allianz Parque inaugura Centro de Imprensa Osmar Santos

13/07/2017 1 comentário

Por Rodney Brocanelli

Nesta quarta-feira, pouco antes da partida entre Palmeiras x Corinthians, válida pelo campeonato brasileiro de futebol, foi inaugurado oficialmente as novas instalações para a imprensa no Allianz Parque. O nome oficial será Centro de Imprensa Osmar Santos, uma homenagem mais do que justa a um dos grandes nomes da imprensa esportiva. Durante a solenidade, Osmar ganhou uma camiseta do Palmeiras personalizada e uma placa. Veja no player abaixo.

Osmar Santos Allianz

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