Vera Magalhães deixa Jovem Pan com direito a duas despedidas

Por Rodney Brocanelli

Hoje aconteceu a despedida oficial de Vera Magalhães da Rádio Jovem Pan. A jornalista vai assumir o comando do Roda Viva, tradicional programa de entrevistas da TV Cultura. Ela vai substituir Daniela Lima, que está se transferindo para a CNN Brasil.

Vera teve a chance de se despedir nos dois programas de que participa da Jovem Pan. Durante o Jornal da Manhã, disse que foram três anos “nesse jornal que eu cresci ouvindo, indo para a escola atrasada”. Acrescentou que o “repita” fez parte de sua vida desde sempre. “Foi um privilégio”, afirmou.

Já no 3 em 1, ouviu mensagens carinhosas de despedida dos colegas de bancada. O apresentador Vitor Brown disse que Vera é uma das grandes jornalísticas políticas da atualidade. “É completa”, declarou. Josias de Souza, sempre circunspecto, não conseguiu conter a emoção e passou a bola para Rodrigo Constantino. “Nós tivemos nossos embates calorosos, mas sempre tive muito respeito pelo trabalho da Vera”, disse Rodrigo. Recuperado, Josias conseguiu retomar a palavra: “Lamento que não vá  desfrutar mais desse convivo diário com sua inteligência, com a sua competência, com a sua vivacidade”.

Em seguida, também emocionada, Vera disse que fez questão de ter a presença no estúdio do jornalista Patrick Santos, um dos primeiros apresentadores do 3 em 1, e que a levou para a emissora. “Assim como entrei com ele, quero sair com ele”, afirmou.

A jornalista falou sobre a experiência de fazer rádio: “Nunca esperei fazer rádio. Nunca esperei gostar tanto de fazer rádio (…) É uma paixão que eu levo. E que acho que vai permanecer”. Vera se colocou à disposição para participar dos podcasts da emissora e de programas como o Morning Show.

Vera também disse que o nome do programa, 3 em 1, foi dado por ela e ele saiu em uma sessão de brainstorm (em resumo, trata-se de uma técnica em que é possível externar várias ideias a respeito de um tema, sem a possibilidade de críticas, para depois avaliar e selecionar as melhores).

Ela seguirá como colunista do jornal O Estado de S.Paulo.

Veja abaixo as despedidas de Vera Magalhães.

Vera Magalhães

Morre Guilherme Amaral

Por Rodney Brocanelli

Morreu nesta terça-feira, o jornalista Guilherme Amaral. Ele era conhecido dos ouvintes de rádio da capital por trazer informações da baixada santista. Trabalhou em emissoras como Bandeirantes e Jovem Pan. Nesta última, ele permaneceu por 27 anos. A causa da morte não foi divulgada. O anúncio ocorreu durante o programa Balanço Geral, da TV Record. Ele tinha 72 anos.

Guilherme Amaral era pai da também jornalista Fabiola Reipert, do quadro A Hora da Venenosa, da TV Record.

Ouça abaixo um registro de Guilherme Amaral, de 2015, na Rádio Jovem Pan.

Guilherme Amaral

 

Jovem Pan inaugura seu novo estúdio digital; Jornal da Manhã entra em nova fase

Por Rodney Brocanelli

A Rádio Jovem Pan estreou nesta terça-feira (05) o seu novo estúdio digital, batizado de Complexo Antonio Augusto Amaral de Carvalho, uma homenagem ao Seu Tuta. A partir dele será transmitido o Jornal da Manhã para as plataformas em que a emissora atua: rádio (AM e FM) e Internet (Facebook e YouTube). Logo de cara, o jornalístico nessa nova fase já teve seu primeiro convidado: João Dória, governador de São Paulo,  que foi recebido pelo âncora Thiago Uberreich e também por Antonio Augusto Amaral de Carvalho Filho, o Tutinha, diretor presidente do Grupo Jovem Pan. Em seguida ele foi levado ao estúdio principal, onde se encontrou com a equipe do programa para conceder uma entrevista

Outro convidado especial foi Joseval Peixoto, nome histórico do Jornal da Manhã, que em sua intervenção se disse fascinado com o novo estúdio. Joseval lembrou quando iniciou a fase jornalística da Pan, com o JP Opinião, em 1966. Segundo ele, não havia redator nem diretor. O programa era feito com a leitura dos jornais que eram do Dr. Paulo Machado de Carvalho.

Mesmo com toda a modernidade, a tradição da hora certa foi mantida, agora com a participação dos âncoras. Kallyna Sabino, recém-contratada pela emissora após deixar o SBT,  foi quem disse o famoso “repita” a Thiago Uberreich.

Após a entrevista com Dória, o jornal seguiu seu curso, com o noticiário do dia e as participações dos comentaristas Augusto Nunes, Denise Campos de Toledo, Felipe Moura Brasil, Bruno Garschagen, Sammy Dana, Vampeta,  e da equipe de repórteres e correspondentes.

No final, o encerramento ficou a cargo de Joseval Peixoto. “Esse anfiteatro em que estamos é o resultado do que começou lá atrás, em 1966”, referindo-se ao JP Opinão. Ele lembrou que o jornalístico foi tirado do ar por duas vezes, uma quando morreu o guerrilheiro Che Guevara, e a outra por ocasião da prisão de estudantes no famoso congresso da UNE, em Itaici (SP). Em seguida, ele falou muito sobre a liberdade de expressão, e as tentativas de cerceá-la.

Veja nos vídeos abaixo.

Jornal da Manhã

Rádio: em defesa da isenção dos direitos de transmissão, Jorge Kajuru diz que vai se reunir com Bolsonaro e coletar assinaturas

Por Rodney Brocanelli

Em entrevista concedida neste domingo à Rádio Jovem Pan, o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO)prometeu mobilização contra a possível cobrança das emissoras de rádio para que estas transmitam as partidas  de futebol organizadas pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Kajuru disse que já marcou uma audiência o presidente Jair Bolsonaro. Além disso, ele afirmou que está coletando assinaturas de seus colegas e informa já um total de 43 delas. O senador declarou também que enviou um requerimento a Paulo Tonet, presidente da ABERT (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV) e vice-presidente da Rede Globo procurando mostrar a importância do rádio para o futebol.

Durante a entrevista concedida a Wanderley Nogueira e Flavio Prado, o senador fez duras criticas aos dirigentes de futebol: Não tem cabimento esse vice-presidente da CBF, que está morrendo de medo da CPI do Esporte e toda hora manda recados para mim, dizendo que ‘essa CBF é diferente da outra’, dizer que é igual Copa do Mundo… Que comparação chumbrega! Querer comparar venda de direitos de transmissão de um evento que ocorre a cada quatro anos no mundo, que movimenta bilhões de dólares, com Campeonato Brasileiro… Querer cobrar Séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro e Estaduais com o intuito exclusivo de enriquecer ainda mais as federações em sua maioria corruptas, essas que recebem mensalinho? São elas que estão forçando a CBF para que o rádio pague direitos de transmissão”, disse.

O debate sobre a venda de direitos de transmissões das partidas de futebol organizadas pela CBF ganhou corpo novamente após as declarações de Francisco Novelletto, vice-presidente da entidade ao site GaúchaZH: “Eu estou falando pela minha cabeça e por mim: no ano que vem, só vai transmitir quem pagar, e está absolutamente certo. Tem que ser como na Copa do Mundo. Eu estou acelerando para que isso seja implementado já no ano que vem e posso dizer que o movimento se acelerou após a entrevista do Andrés. Ele que está puxando, mas já existem outros presidentes que são favoráveis”. O cartola cita uma entrevista de Andrés Sanches, presidente do Corinthians, no sábado retrasado, antes de Grêmio x Corinthians, em que questionou a presença de um grande número de veículos de comunicação para a cobertura da partida (saiba mais aqui). O dirigente corinthiano foi duramente criticado pelo senador Jorge Kajuru em sua entrevista à Jovem Pan.

Ouça a entrevista do senador Jorge Kajuru à Rádio Jovem Pan clicando no link abaixo:

https://jovempan.com.br/esportes/futebol/fim-do-futebol-no-radio-kajuru-se-revolta-marca-audiencia-com-bolsonaro-e-detona-andres-e-um-lixo-nao-reciclavel.html

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45 Do primeiro tempo é o novo podcast da Rádio Jovem Pan

Após quatro meses desde o lançamento do livro best-seller: 45 Do primeiro tempo, que entrou para a lista dos mais vendidos da PublishNews, publicado pela Literare Books International, o jornalista, apresentador e escritor Patrick Santos lança seu primeiro podcast homônimo da obra.

A ideia é trazer para a Rádio Jovem Pan um bate-papo sobre carreira e propósito de vida com personalidades que se reinventaram ao longo de suas caminhadas profissionais. A proposta do jornalista surgiu após o seu sabático, onde pôde refletir sobre diversos aspectos, estes que serão levantados com os convidados para que os ouvintes possam ter um novo olhar sobre suas carreiras, sem se esquecer de seus propósitos, da felicidade e, claro, do legado que deixarão. Ou seja, viver de forma plena e consciente prezando pela qualidade de vida e bem-estar na área atuante.

A primeira convidada é a jornalista Claudia Giudice, autora do blog e do livro A vida sem crachá, que conta histórias, inspirações e desafios de quem partiu para um “Plano B”. As conversas serão inseridas no site da Rádio Jovem Pan todas as sextas-feiras no período matutino. Para quem prefere as plataformas, o podcast estará disponível em todas: Spotify, Deezer, iTunes ou qualquer outra da preferência do ouvinte.

Patrick Santos

Memória: em 1979, Telê Santana diz à Jovem Pan que treinar seleção brasileira não era seu objetivo final

Por Rodney Brocanelli

1979. Telê Santana era o nome da vez no futebol brasileiro. Graças ao trabalho desenvolvido no Palmeiras, ele começou a ser bastante elogiado pela imprensa especializada da época e passou a ser um nome cotadíssimo para assumir a seleção brasileiro. Porém, em dezembro daquele ano, em meio as fases decisivas do campeonato brasileiro, Telê concedeu uma longa entrevista ao Jornal dos Esportes, da Rádio Jovem Pan, dizendo que esse não era seu objetivo final. “Muitos vão para a seleção mais por vaidade, sabendo que vão encontrar uma dificuldade muito grande para começar um trabalho. A vaidade as vezes é maior que o próprio interesse de cada um. Talvez nem seja pelo que vão ganhar, mas sim pela vaidade de dizer que foi técnico da seleção brasileira. Honestamente, eu não tenho essa vontade e nem essa vaidade”.

Ainda nessa mesma entrevista, José Silvério, então narrador principal da Jovem Pan questionou a Telê se ele aceitaria um convite da então CBD. “É quase certo uma recusa. Eu acho que não se tem um bom clima para trabalhar na seleção”. Telê prosseguiu: “Isso envelhece demais, desgasta, acaba, não só com o profissional como também com toda sua família”.

Outro motivo alegado por Telê nessa mesma entrevista é o fato de que muitos jogadores ditos”de cartaz” não aceitariam seus métodos de trabalho. Em seguida, Silvério perguntou se o treinador não gostava de trabalhar com estrelas. “Infelizmente, nossas estrelas não gostam de trabalhar e quando sentem que o técnico é um pouco mais duro reclamam para o dirigente e o que quase sempre acontece é o técnico espirrar, sair de seu caminho porque entre um técnico e um jogador, eles (os dirigentes) dão preferência ao jogador”, respondeu.

Apesar de todas essas justificativas dadas nessa entrevista à Jovem Pan, Telê Santana aceitou o convite para dirigir a seleção brasileira. Aparentemente, a maioria dos nomes “de cartaz”  do futebol na época aceitaram seus métodos de trabalho. Esteve em duas Copas do Mundo: 1982 e 1986. Na primeira, montou um time que, apesar das falhas, encantou o planeta. Sofreu as pressões inerentes ao cargo e saiu dele com a fama de fracassado. Teve sua redenção como treinador de clube no começo da década de 1990, quando passou a dirigir o São Paulo. Ouça abaixo esse registro histórico.

Telê Santana & José Silvério

 

Memória: José Silvério narrando gols do Brasil em Wembley

Por Rodney Brocanelli

Ao longo de sua carreira como narrador esportivo, José Silvério esteve algumas vezes no mitológico estádio de Wembley para transmitir partidas entre as seleções de Brasil e Inglaterra. Vamos destacar aqui duas delas. A primeira é de um amistoso de 1987, com empate pelo placar final em 1 a 1. Lineker abriu o placar para o English Team e Mirandinha (ex-Palmeiras) logo empatou. A outra é a final da Copa Umbro, torneio amistoso que envolveu também as seleções da Suécia e Japão. Os brasileiros conquistaram a taça, ao bater os ingleses pelo placar de 3 a 1, de virada. Le Saux marcou para a seleção da casa, enquanto que Juninho Paulista, Ronaldo e Edmundo fizeram os gols da vitória brasileira. Silvério esteve presente nesses  jogos empunhando o microfone da Rádio Jovem Pan. Outra coisa em comum é que, pelo menos, dois jogadores brasileiros acabaram se transferindo para clubes ingleses pouco depois. Em 1987, Mirandinha se transferiu para o Newcastle. Por outro lado, quase oito anos depois, Juninho Paulista acertaria com o Middlesbrough. Ouça abaixo, os gols de Mirandinha, Ronaldo e Edmundo na voz de Silvério.

Silvério