Salomão Esper estreia no horário do Rádio Livre falando de Ricardo Boechat

Por Rodney Brocanelli

“Tudo mal”. Foi assim que Salomão Esper iniciou sua participação dentro do horário do  programa Rádio Livre, da Rádio Bandeirantes,  na última segunda-feira (12).  O assunto não poderia ser outro: a morte de Ricardo Boechat, âncora da Band News FM e da TV Bandeirantes. Salomão falou que encontrava o colega todas as manhãs lendo jornais sentando em um pequeno canteiro no estacionamento da sede do Grupo Bandeirantes. Chamou a atenção para a limpidez e a clareza de seu texto e  a coragem de pensamento, sempre sem querer se projetar com mais importância do que a notícia.  Salomão comparou Boechat a um sismógrafo, que marcava a mais ligeira pulsação da vida. No encerramento, o comentarista disse a falta do companheiro será lamentada para todo o sempre e sua vida e carreira serão exemplos para os mais novos e mais antigos.

Na última sexta-feira, Salomão Esper deixou a bancada do Jornal Gente para assumir um espaço opinativo dentro do Rádio Livre, vespertino jornalístico da Rádio Bandeirantes. Sua estreia no horário aconteceu justamente no dia da tragédia que vitimou Ricardo Boechat.

Ouça abaixo o comentário de Salomão Esper.

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Salomão Esper se despede do Jornal Gente e pede paz entre os irmãos Saad

Por Rodney Brocanelli

Surpresa no rádio paulistano. Nesta sexta-feira, Salomão Esper anunciou que está deixando o Jornal Gente (ou Jornal da Bandeirantes Gente, como José Paulo de Andrade gosta de chamar a atração). Salomão foi um dos fundadores do programa, em abril de 1978. A história é conhecida do grande público, mas nunca é demais relembra-la. O programa estreou em substituição ao Trabuco, de Vicente Leporace, que havia morrido dias antes.

Isso não significa que Salomão deixará o microfone da Rádio Bandeirantes. Ele fará participações  dentro do programa Rádio Livre, sempre a partir das 16h30, que é apresentado por Ricardo Capriotti e Caetano Cury. Em sua manifestação dentro do Jornal Gente, o radialista fez elogios a Rafael Colombo, Agostinho Teixeira. e Pedro Campos, que atualmente integram o programa. Salomão disse sua ideia é parar. “Vou tocar mais um pouco”, afirmou. Haverão algumas homenagens a ele, que vai completar 90 anos em outubro. Mario Baccei e Thays Freitas, da alta cúpula da emissora, receberam um agradecimento por oferecerem facilidades diante das dificuldades que a idade vai impondo a Salomão.

No meio do seu manifesto, Salomão ainda pediu que haja paz entre os irmãos Saad para a Bandeirantes seguir altaneira, em referência ao noticiário divulgado nesta semana (saiba mais aqui).

Ouça abaixo a despedida de Salomão Esper.

Salomão Ésper

Rádio Bandeirantes entrevista Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni, assassinada há 10 anos

A mãe de Isabella Nardoni fala com exclusividade à Rádio Bandeirantes na semana em que a morte da menina completa 10 anos. Ana Carolina Oliveira recebeu o repórter Willian Kury e o produtor Lucas Jozino no apartamento dela, no bairro do Carandiru, na capital paulista.

A Justiça entendeu que Isabella, então com apenas 5 anos, foi agredida pela madrasta e jogada pelo próprio pai da janela do apartamento dele, também na zona norte. Embora sempre tenham negado a autoria do crime, os dois foram condenados. Anna Jatobá, a madrasta, já passa parte do dia fora da cadeia e o pai, Alexandre Nardoni, espera ter o mesmo direito ainda este ano.

Os benefícios aos condenados e a saudade da filha foram alguns dos assuntos da entrevista exclusiva de Ana Carolina Oliveira à Rádio Bandeirantes. A mãe de Isabella diz que conseguiu superar a perda e que é importante pra ela falar sobre a filha: “Isabella jamais será esquecida”.

“São 10 anos sem ela, 10 anos de amadurecimento e aprendizado”, afirmou Ana Carolina Oliveira ao repórter Willian Kury e ao produtor Lucas Jozino. Hoje com 33 anos, ela revelou estar “muito bem casada” e, com alegria, falou da oportunidade de ser mãe novamente, do pequeno Miguel.

A íntegra da entrevista, que será exibida hoje a partir das 14h no programa Rádio Livre, está publicada no site e nas redes sociais da Rádio Bandeirantes.

Amanhã, o repórter Willian Kury vai mostrar como está a vida do pai e da madrasta de Isabella Nardoni 10 anos depois do crime que chocou o país.

Ana Carolina Oliveira

Rádio Bandeirantes lança o quadro “RB News Bairros”

Na próxima segunda-feira (27), a Rádio Bandeirantes lança o “RB News Bairros”, que vai ampliar a capilaridade da cobertura de assuntos que as pessoas vivenciam no dia a dia.

O quadro é uma parceria da Rádio Bandeirantes com veículos que se tornaram referências no noticiário em algumas das áreas mais importantes da capital paulista.

O “RB News Bairros” será apresentado nos programas “O Pulo do Gato”, às 6h15, e “Rádio Livre”, às 16h, de segunda a sexta-feira. Confira a programação:

Segundas-feiras: Gazeta de Pinheiros (Morumbi News) e A Gazeta da Zona Norte.

Terças-feiras: Jornal do Butantã (Morumbi News) e Jabaquara em Notícias (Editora Juma).

Quartas-feiras: Morumbi News e Gazeta do Tatuapé (Grupo Leste).

Quintas-feiras: Tribuna de Santo Amaro (Morumbi News) e A Gazeta da Zona Leste (Grupo Leste).

Sextas-feiras: São Paulo News (Morumbi News) e Cidade Ademar em Notícias ou Jardim São Luiz em Notícias (Editora Juma).

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Rádio Bandeirantes entrevista candidatos que concorrem à eleição de reitor da USP

Rádio Bandeirantes começa a ouvir os quatro candidatos que vão concorrer à eleição de reitor da USP, no dia 30 de outubro. No programa “Rádio Livre” de hoje, às 14h, o entrevistado será o professor Vahan Agopyan, da Escola Politécnica.

Ao longo da semana, serão entrevistados os demais inscritos na disputa. São eles a professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas Maria Arminda do Nascimento Arruda, o professor Ricardo Ribeiro Terra, também da FFLCH, e o professor Ildo Sauer, do Instituto de Energia e Ambiente.

Será a primeira vez que a eleição para reitor e vice-reitor da Universidade de São Paulo será feita eletronicamente, com a coordenação da Superintendência de Tecnologia da Informação. Os pontos mais importantes de cada entrevista serão apresentados no programa “O Pulo do Gato”, às 5h30.

Saiba mais sobre a Rádio Bandeirantes em www.radiobandeirantes.com.br e siga a emissora nas redes sociais: https://twitter.com/RBandeirantes e https://www.facebook.com/radiobandeirantes

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Rádio Bandeirantes comemora 79 anos com transmissão na Pinacoteca do Estado de São Paulo‏

Sinônimo de credibilidade, a Rádio Bandeirantes chega aos 79 anos cheia de fôlego e renovação no dia 6 de maio. A emissora celebrará o aniversário com uma transmissão especial nesta sexta-feira direto da Pinacoteca do Estado de São Paulo, localizada na Praça da Luz, no centro da capital paulista. Atrações como Manhã Bandeirantes, Esporte Notícia e Rádio Livre serão transmitidas direto de um estúdio avançado das 10h às 17h30.

Além de ver de perto os profissionais da Rádio Bandeirantes, os ouvintes poderão cuidar da saúde em uma ação conjunta da emissora com a Cruz Vermelha e a Sociedade Brasileira de Cardiologia e Hemodinâmica. O público que for até a Pinacoteca do Estado poderá aferir a pressão arterial, realizar testes de glicemia e hepatite, calcular o índice de massa corporal, além de se consultar com um nutricionista.

Na semana de aniversário, a emissora também marca presença na Feira APAS 2016. De hoje até quinta-feira, a Rádio Bandeirantes transmite o programa Rádio Livre, das 14h às 17h30, direto do estúdio avançado no Expo Center Norte.

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“Rádio Livre” comemora um ano com transmissão especial direto do MIS‏

O programa Rádio Livre, da Rádio Bandeirantes (AM 840 e FM 90,9), comemora um ano nesta quarta-feira, dia 27, com uma edição especial transmitida direto do Museu da Imagem e do Som (Avenida Europa, 158).

Os apresentadores Luiz Megale, Chico Prado, Ana Nery e Paulo Galvão vão receber convidados no espaço ao lado da exposição “O Mundo de Tim Burton”, mostra sobre a vida e a obra do diretor de cinema que fica em cartaz até 15 de maio. Estarão por lá a especialista em churrasco Tatiana Bassi e o personal trainer Cristiano Parente.

O Rádio Livre é transmitido de segunda a sexta-feira, das 14h às 17h30, pela Rádio Bandeirantes AM 840 e FM 90,9. Saiba mais sobre a emissora em http://www.radiobandeirantes.com.br e siga a Rádio Bandeirantes nas redes sociais: https://twitter.com/RBandeirantes e https://www.facebook.com/radiobandeirantes.

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A revolta dos sem-rádio

Por Rodney Brocanelli

Aproveitando que está se falando novamente da Voz do Brasil, publico aqui o texto de Paulo Lima, jornalista e publisher da revista Trip, publicado no Jornal da Tarde em 17/07/1996. Pouco mais de 14 anos após sua publicação original, o texto está um pouco datado. Alguns dados e informações já não valem mais. Contudo, alguns dos conceitos de Lima sobre o programa obrigatório continuam atuais.

Contra a minha vontade, fui jantar numa dessas churrascarias supostamente classe A. Na recepção havia algumas mesinhas baixas para quem aguarda ir acalmando o próprio estomago e afiando os caninos. Próximo a essas mesinhas havia dois balcões de promoção. Um oferecia doses de degustação de um certo vinho espanhol, ao qual os comensais teriam direito se consumissem acima de um certo valor. Sobre o outro balcão, repousava um abaixo-assinado com o cabeçalho pomposo e exigindo o fim da Hora do Brasil. Algumas assinaturas logo abaixo e uma caneta deitada solitária sobre a toalha, amarrada pela cabeça à lombada do livro. No dia seguinte, fui bombardeado por anúncios em várias emissoras, matérias em jornais e revistas, um verdadeiro movimento democrático exigindo a degola incondicional do programa oficial que ocupa o horário nobre de todas as emissoras de AM e FM do país.

O programa é, antes de mais nada, muito ruim. Qualquer estagiário de comunicação não teria grandes dificuldades para dar um upgrade no alto-falante do Congresso. Os redatores são ruins e, o principal, os deputados e os senadores são péssimos. Não há dúvida que a única e melhor solução é extirpar este furúnculo sonoro que ainda insiste em purgar nos ouvidos de um corpo já refeito de boa parte das feridas da doença da ditadura. Só o que podemos, porém, é terminar a análise por aí, fabricando o abaixo assinado e devorando a picanha com a sensação de dever cívico cumprido. Não questiono as intenções democráticas daqueles que iniciaram o movimento pelo fim da Hora do Brasil – antes de mais nada, um espólio do autoritarismo, ainda por cima anticonstitucional.

Desconfio, porém, da adesão rápida de incondicional de todas as emissoras do dial. Será que o espírito democrático seria o catalisador que faltava para unir uma classe tão desunida como a dos donos de rádios num passe de mágica? Um comercial de 30 segundos numa radio FM bem posicionada no dial paulistano vale cerca de R$ 300,00. São R$ 10,00 por segundo, valor que supera o cobrado por várias emissoras de TV por assinatura. O faturamento de que são privados os donos de rádios pela obrigatoriedade de transmissão da Hora do Brasil foi, sem qualquer duvida, o dado responsável por transformar a maioria deles em verdadeiros cara-pintadas, empunhado a bandeira da liberdade de expressão. Basta ouvir a maioria das vinte e tantas emissoras de FM e das dezenas de AMs para perceber que qualidade de programação não é exatamente o objetivo principal destes concessionários.

Já que o espírito democrático está tão aceso e já que a união nunca esteve tão forte em favor da liberdade de expressão, por que não acoplar à campanha pelo fim da Hora do Brasil outra pela democratização do sistema de rádio e teledifusão no país?

Se o ingênuo leitor ainda não sabe, canais de rádio e TV são concessões dadas pelo poder público a meia dúzia de ungidos, geralmente afilhados de peixes graúdos de Brasília, quase todos políticos de segundo escalão cuja intimidade com jornalismo e entretenimento é tão grande quanto a pata de uma tanajura. Recentemente a Justiça Federal em São Paulo sentenciou que não é crime instalar uma rádio de bairro com fins lucrativos.

Há um projeto tramitando no Congresso que cria a Lei da Informação Democrática, que acaba com o monopólio das grandes famílias, libera as ondas de ar para as emissoras de rádio e TV de baixa potência e manda todas as emissoras se dedicarem à educação, à cultura, às artes e ao jornalismo em primeiro lugar. Alguns dados fornecidos pelo professor Jose Carlos Rocha, da Escola de Comunicação de São Paulo: nos Estados Unidos há 11 mil canais de TV e 17 mil emissoras de radio. No Brasil, são 266 canais de TV e 1900 de radio. Nos EUA, há rádios para todos os segmentos sociais, inclusive minorias como lésbicas, sapateiros, estudantes… Há rádios no quarteirão e TVs de bairro.

No Brasil, a lei 4.117 diz que a concessão de radio e TV cabe ao Presidente da Republica. A Constituição de 1988 acrescenta que a concessão tem de ter o aval do Congresso. O que aconteceria se no Brasil fossem dadas concessões de emissoras a sindicatos, universidades, clubes, associações esportivas? As “College Radios” nos EUA (rádios operadas por estudantes) fizeram mais pela musica jovem que qualquer emissora “tradicional”. Há uma campanha no ar, em emissoras da FM em São Paulo, incitando os ouvintes a denunciar rádios piratas. Segundo a campanha, o Ministério da Aeronáutica e o órgão que coordena a aviação civil estariam reclamando da interferência dessas rádios nos sistemas de comunicação das aeronaves.

Em pela era de hiperdemocratizacao, que se dá pela Internet, a solução deste problema parece mais do que clara. Abrir, liberar, democratizar. Não há quem não reconheça a melhora do panorama geral com a abertura da importação de carros ou a criação das dezenas de novos canais de TV por assinatura.

Convido as emissoras serias de AM e FM a provarem suas verdadeiras convicções democráticas pela liberdade de expressão, lançando imediatamente uma campanha nacional pelo fim da política de concessões de emissoras de rádios pelo executivo e pelo legislativo.

Democratização da comunicação já! Rádios para os nordestinos de São Paulo, para os surfistas de Camburi, para os ecologistas da Jureia, para os playboys da Mooca, rádios para os sem-terra. Rádios para os Sem-Radios.