Memória: Roberto Miller Maia abre o jogo sobre a Brasil 2000 FM

Por Rodney Brocanelli

Há quase dez anos, publiquei uma entrevista com Roberto Miller Maia em uma revista eletrônica chamada Ruídos. Meses antes, ele tinha deixado o comando da Rádio Brasil 2000 FM (107,3Mhz) de forma surpreendente, causando assim a insatisfação de muitos fãs. Não por coincidência, a emissora entrou uma trajetória descendente. Hoje, sua frequência é ocupada pela Eldorado FM. Depois de um longo tempo fora do rádio, excetuando uma pequena passagem pela Rádio América AM, ele está de volta aos microfones, desta vez na UOL 89 FM, ao lado do parceiro Tatola.

Leia abaixo a íntegra da entrevista.

*

A primeira pergunta é simples: quem é Roberto Maia?

Roberto Maia – Dos meus 43 anos de vida mais da metade foi ligado ao jornalismo, principalmente o jornalismo cultural enfocado basicamente na música. Foi um caminho natural, porque gostar de música sempre me fazia muito bem, e foi um caminho de sensibilização para mim. Minha formação primeiramente foi a de engenheiro eletrônico. A ligação entre a comunicação com a tecnologia é algo que eu já vislumbrava nos anos 70. Eu achava que num futuro essas coisas iriam estar muito ligadas e as pessoas que entendessem um pouco mais de tecnologia poderiam utilizá-la melhor nessa área da comunicação, dentro da área da mídia de massa. É o que está acontecendo agora, com essa questão da possibilidade de redes. A tecnologia hoje é um grande aliado para a democratização da comunicação, uma coisa que eu sempre gostei muito de fazer. Então eu comecei como engenheiro, depois por necessidade profissional me tornei jornalista e fiz faculdade. Eu comecei em rádio em 1977 na Rádio Cultura AM escrevendo textos. Depois, trabalhei em estúdios de gravação, fiz produção de discos e fiquei 14 anos na Brasil 2000.

Você foi um dos fundadores da rádio?

Maia – Praticamente isso, porque eu dava aula de comunicação na Faculdade Anhembi-Morumbi, tinha uma longa amizade com todos lá dentro e eles conheciam meu acervo musical, que eu estava começando. Eu fazia uma rádio interna no pátio, numa proposta de socialização dos alunos. Essa idéia deu tão certo que fui convidado para participar da rádio. No começo da Brasil 2000 eu cuidava de uns boletins sobre videotexto.

Em que ano e quais circunstâncias começou a rádio?

Maia – Foi em 1986, mas foi aos trancos e barrancos. Eu ainda não estava lá como diretor, fazia apenas algumas colaborações, como esses boletins. Na época a Anhembi-Morumbi tinha uma parceira com a Faculdade Ibero-Americana e isso dificultava muito para se fazer as coisas lá dentro da emissora. Numa sociedade acaba tendo esse tipo de problema: ou os dois são muito afinados esteticamente ou não, o que era o caso. Então a Brasil 2000 tinha uma linha mais neutra e nunca chegou a ser uma rádio efetivamente universitária, um projeto que depois eu pude conduzir.

Como é que se deu a virada na Brasil 2000?

Maia – A rádio naquela época tocava até pagode, numa visão errada de populismo. As pessoas achavam que o Brasil era vítima de um imperialismo musical vindo do exterior e o fato de tocar pagode seria uma forma de resistência. Eu pensei na questão de se dar um salto de popularidade, no sentido de dar uma abrangência maior e ter umas pinceladas de anarquia, nonsense, diferenciação para captar essas pessoas que estavam aí perdidas. E foi uma coisa certeira, muito bem-vinda, uma coisa necessária. Eu fiquei feliz com essa captação de ouvintes a partir dessa mescla de popularidade com diferenciação.

A proposta de se mudar a filosofia e fazer uma rádio underground foi aceita logo de cara?

Maia – Teve aquele problema da transição, de tirar aquele passado, aquelas coisas que tinham um certo ranço. Não foi fácil pegar uma rádio que tinha pagode e funk e transformar numa coisa alternativa. Essa idéia de ter uma diferenciação dentro do grande mercado acabou sendo aceita depois. O mercado gosta de algumas pessoas que o desafiem, por incrível que pareça. Uma das coisas que a Brasil 2000 sempre teve de muito positivo foi ser simpática a vários segmentos. A imprensa gostou, o mercado respondeu bem, os artistas também, isso porque era uma rádio muito sincera, trabalhávamos com pessoas sem vícios. Isso nos ajudou a crescer.

Você se inspirou em algum modelo que já existia ou seguiu uma linha própria que estava na sua cabeça?

Maia – Basicamente não foi seguir um modelo ou outro, mas juntar várias possibilidades. Uma coisa que mais me atraia mesmo foi o conceito de “college radios”, uma coisa que mudou o mercado norte-americano, um dos mercados mais difíceis de serem mudados; mas isso aconteceu porque era uma rede em todos os Estados Unidos. A dureza aqui era fazer uma coisa isolada, uma espécie de oásis no mercado. Eu me inspirava mesmo nessa questão de pegar uma rádio e poder trabalhar com universitários. Queria tocar uma música que ninguém tava tocando, possibilitar que bandas novas aparecessem e novos valores em outras áreas culturais pudessem dar o seu recado. Eu gostaria que isso tivesse sido expandido, que outras faculdades tivessem comprado essa idéia. Eu acho que o grande mérito, mais do que a diferenciação da linguagem de alguns programas, foi o de a gente trabalhar
com pessoas muito novas, saindo da faculdade.

Explique o conceito de college radio.

Maia – Varia muito, mas a questão básica é que é uma coisa para o campus. Ela tem permissão oficial para funcionamento. É tudo feito pelos próprios alunos. O modo de transmissão pouco importa, pode ser por AM e até mesmo por fios mesmo que levam a programação para ser veiculada em caixas de som dentro dos dormitórios dos estudantes, que é onde eles passam a maior parte da vida deles. Isso é uma coisa interessante até porque é um país mais frio, as pessoas lá são mais estudiosas (risos). De uma certa maneira eles levam muito a sério esse período na universidade, assim como eles levam muito a sério o lazer na universidade. Tem desde transmissão por onda eletromagnética até transmissão por cabo, mas o importante mesmo é que está todo mundo ouvindo uma mensagem, isso é dinâmico.

Qual é a college radio mais proeminente?

Maia – Não existe. Lá o que ganha é a força vinda pela massa. São 500, 600… Nenhum DJ de college rádio fica famoso, mas o que acontece de legal é que todos exercitam alguma coisa e os mais ousados partem para o grande mercado. Aí, vai se trabalhar com música ou virar um profissional de rádio.

Voltando para a Brasil 2000, essa virada para o underground se deu em qual época? 

Maia – Eu entrei com essa idéia entre 1989 e 1990 e depois teve uma reformulação estrutural total, mas como a rádio era muito pobre em termos tecnológicos e financeiros o processo foi muito lento. Era uma emissora que não faturava nada, não tinha ibope. Foi uma reforma que aconteceu passo a passo, mas deu para fazer uma estrutura muito respeitada.

Quais as coisas que você destacaria dessa fase?

Maia – Aconteceram muitas experiências, muitas noovidades e uma coisa acabou complementando a outra. Fiz alguns programas muito interessantes que eu desenvolvi, mas que foram escutados somente por algumas pessoas e passaram despercebidos. Tinha um programa que eu fazia à noite chamado Noites Futuristas. Era uma auto-entrevista de um músico contando a sua vida, um documentário sonoro. As rádios da Alemanha vinham fazendo isso de se criar ambientações sonoras e foi uma fonte de inspiração. É uma coisa que eu gostaria de retomar em termos de rádio. Uma coisa que eu estava achando brilhante era o de expandir o papel da emissora dentro da realização de shows. Estávamos conseguindo abrir espaços para bandas do exterior virem fazer shows aqui. Era interessante que acabávamos colocando bandas underground em locais que não faziam parte do circuito, como a Broadway, e pensávamos expandir isso para outros lugares aqui de São Paulo.

E em termos musicais?

Maia – Nós trouxemos essa coisa de gravadoras novas e independentes, foi uma revolução invisível. Fui responsável pelo lançamento de coisas que nunca iriam sair aqui no Brasil. O Creed não tinha nem gravadora aqui no Brasil. Cheguei a procurar uma representação para a banda aqui. Eles tinham contrato com a Sony, mas o contrato de distribuição deles não abrangia a América Latina. Teve o disco do Santana, o “Supernatural”. Era um disco que iria ser lançado aqui, mas os próprios caras da gravadora não acreditavam. Eu fiz com que eles investissem no álbum. Eu também procurei representação para a Sub Pop no Brasil depois do estouro do Grunge. Fiz um esforço danado para trazer o Mangue Beat para São Paulo, que foi através de um festival chamado Rec Beat. Foi uma loucura, muito suado. Veio o Chico Science quando ninguém nem sabia falar o nome dele. Esse movimento liderado por ele foi uma das coisas mais interessantes que apareceu, mas não foi devidamente explorada como devia.

Vocês chegaram a ter um selo para lançar discos, não?

Maia – Pois é, tentamos fazer uma coisa. O primeiro foi o do Nuno Mindeles Na verdade, eu o DJ Magoo fizemos uma vaquinha e bancamos o lançamento de um álbum dele, isso em 1991. E colocamos lá o selo Brasil 2000 para ajudar na divulgação. Depois lançamos o Clip Independente, que era um programa com bandas novas e todos tocavam ao vivo no estúdio da emissora. Nenhuma chegou a dar um passo maior na carreira, mas dá para destacar Anjo dos Becos e Malaco Soul, que é um grupo que hoje toca na noite. Tinha também A Casa Caiu, de um cara bem talentoso, mas que era meio maluco, o Paulo De Tarso.

E a resposta do mercado publicitário para essas iniciativas?

Maia – Nessa primeira fase foi difícil. Os empresários que ouviam tinham uma simpatia pela Brasil 2000 e ajudavam com anúncios. Isso eu vejo isso muito hoje na Kiss FM: eles têm uma dificuldade tremenda de sobreviver comercialmente. Mas como não sei quem é dono de não sei o que lá ouve a rádio acaba dando uma forcinha, mas isso acaba não sendo suficiente porque os custos de uma rádio são muito altos. Uma emissora tem uma despesa mensal de R$ 40 a R$ 50 mil, dependendo de sua estrutura, e há um montante de investimento na casa de R$ 1 milhão. Os equipamentos são muito caros, o consumo de energia é alto e caro.

 E a audiência?

Maia – O problema é que tínhamos uma estrutura muito precária. Quem chegasse na Rua Heitor Penteado, onde ficava a rádio, não conseguia ver a antena porque ela ficava coberta por um monte de prédios. Nossa antena era pequena, bem mais baixa que os prédios, então era impossível de se ouvir. O sinal saía por trás dos prédios, dava uma volta e nunca chegava na região da Av. Paulista, na Zona Sul, no bairro do Jabaquara. Ficávamos presos à zona oeste. Enfim, nosso alcance era limitado e não tínhamos como fazer milagres. Nosso transmissor era de 5 kW. Com um transmissor que era ruim, antena ruim, tudo, então não tinha como… Qualquer rádio transmitia mais do que a gente. Nós ficávamos com tudo isso contra nossa estrutura. Se a nossa antena ficasse na Paulista seria melhor.

E a questão do jabá. Como a Brasil 2000 lidava com isso?

Maia – O consumidor em geral não sabe o que o preço do disco significa, mas você tem embutido no valor uma porcentagem de custo e a verba de marketing. Entenda marketing como quiser, esse dinheiro pode ser usado para o que se quiser: fazer cartazes, levar a banda para entrevistas, fazer camisetas, adesivos etc. De um disco que vende 100 mil cópias, pelo menos o dinheiro lucrado da venda de 20 mil cópias é para isso.

É uma conta meio maluca, isso vira um dinheiro em caixa. Se você tem uma banda nova não vai possuir essa verba porque ninguém te conhece, então se pega emprestado de um conjunto muito famoso. Por isso é que se fala erroneamente que uma banda consagrada ajuda a lançar bandas novas. Não é isso, é porque a verba que sobrou para divulgar um cara que vendeu dois milhões de cópias vai ser usada para divulgar a banda nova. Essa verba é o que se convencionou a se chamar de jabá porque ela é utilizada ao bel prazer do diretor de marketing. Dá para se fazer todo tipo de coisa com essa verba: comprar um Mercedes para sortear na emissora ou então levar o ouvinte para ver um show do U2 em Miami e depois passear com o Bono de limusine, por exemplo. Tudo isso é fruto dessa verba de marketing que o pessoal chama de jabá. Isso em outras épocas entrava no bolso de alguém diretamente, sem constrangimento, para o programador ou qualquer pessoa que mande na rádio. Essa verba de marketing virou um conforto, faz-se tudo para a rádio com essa grana, tornou-se uma facilidade para quem trabalha. E qual a moeda disso? Divulgar o determinado artista.

Não existe o estar pagando para tocar, mas existe um acordo de cavalheiros. Como o U2 está dando ao ouvinte da rádio uma oportunidade de uma promoção que leva o sujeito para Miami, em contrapartida tem que se mostrar o trabalho dos caras. Por que uma banda fica famosa? Tem sempre aquele trabalho de marketing. Por mais que uma banda seja brilhante ou excelente alguém precisou falar sobre ela, instigar as pessoas a gostarem daquilo. E também existem as armações, que não duram nada. Se a banda for ruim, não vai adiantar. Tem que existir um mínimo de talento, de empatia com aquele grupo de pessoas a quem você vai oferecer esse produto. Isso tudo deveria ser uma coisa mais clara, ficou uma coisa obscura durante todos esses anos. Se tudo fosse às claras, não existiria corrupção.

E a entrada do Tatola, como aconteceu? 

Maia – Eu o conhecia há muito tempo, ele trabalhava em gravadora, tinha o Não Religião. O Tatola respeitava o meu trabalho, sempre dizia que eu era o crítico de que ele mais gostava pelo fato de eu ser o menos radical e mais abrangente. A gente conversava muito sobre música e ele me pedia dicas. O Tatola tinha saído da 89 FM e nos encontramos numa outra circunstância. Eu não sei lidar bem com o mercado fonográfico, não sei conversar essa conversa deles, não tinha paciência para ouvir que tem que tocar Pink Floyd, não tenho mesmo paciência para isso. Eu acabava sendo perigoso para uma coisa mais de conversar com o mercado.

E o Tatola veio para isso, para ser a cara da Brasil 2000 no mercado. E eu continuava na minha área. Acabou sendo uma equação incessante. No nosso programa o que funcionava é o fato de cada um ter a sua opinião. Tínhamos opiniões diferentes. A gente discordava mesmo e não tínhamos problema nisso. É arriscada uma coisa dessas, pois quando se faz um programa onde há discordâncias pode dar briga porque um vai entrar no mundo infantil do outro. Tínhamos diferenças ideológicas fortes, de gosto, mas afinidades profissionais muito grandes.

Nessa época em que o Tatola entrou, a rádio mudou um pouco sua filosofia…

Maia – Foi um passo no sentindo de se angariar mais ouvintes. Nós conseguimos um bom transmissor e eu queria chegar cada vez mais na audiência jovem. Naquela época houve um salto pop de mercado. O que tínhamos de combater, no bom sentido, eram expressões justamente pops, as boys bands, o axé. Então tivemos que utilizar ferramentas extremamente pops também.

Acabamos colocando bandas mais aceitáveis para conseguir isso. Então, a rádio atraía as pessoas com mais Deep Purple, Pink Floyd, Led Zeppelin, com canções conhecidas e misturávamos com coisas novas, mais underground.

Hoje se reclama de que o rádio sempre toca as mesmas músicas e que não há mais ousadia. De quem é a culpa? Dos ouvintes ou dos programadores?

Maia – Ambos, primeiro porque os programadores de rádio não conhecem música. São pessoas que vão parar nas emissoras por algum motivo que não é a vocação. Ou então são pessoas queriam exercer a função de locutor e não conseguiram. Todo mundo entra numa emissora querendo ser locutor. Se em troca se oferece uma vaga de produtor o fulano se assusta, nem sabe o que é isso e recusa. O que se quer mesmo é falar, porque existe a imagem de que quem está falando manda em tudo, mas na verdade não manda. Então o programador não conhece muito, o coordenador conhece menos ainda, existe a pressão das gravadoras. A programação de rádio fica aquela coisa pré-fabricada e não se ousa nunca, pois quem ousar está mais arriscado a ficar sozinho.

O ouvinte, por incrível que pareça, compactua com esse tipo de coisa. Se é tocada uma coisa muito diferente, ele troca de estação e vai buscar uma emissora que tenha alguma música conhecida na qual ele possa cantar junto, tem muito isso. É uma coisa difícil de equacionar, mas é verdade. Deve existir um feeling. É a mesma coisa que um show, nenhuma banda dá um show só com hits, a não ser Rolling Stones com seus 40 anos de estrada. No caso de uma banda que não tem esse passado, ela deve misturar os hits com coisas novas até compor o show. E tem que fazer bem isso.

Como é que você encarava a concorrência?

Maia – O rádio no Brasil é autoral. É como o cinema de diretor famoso, ele conduz as coisas como quer. Era o que eu fazia na Brasil 2000. Agora, as rádios mais empresariais, como a 89 FM, estão acima de qualquer oscilação. Tem uma ou outra coisa nova, mas acaba sendo muito padronizado, muito cerceado pelos limites do mercado. Quando se é mais autoral, não se tem essa preocupação com a concorrência, uma vez que.eles não estão pensando no novo, mas no mercado, como se manter nele.

Quando se quer ousar, a preocupação é outra, mais estética, em trazer coisas novas: programas novos, bandas novas. Não tem ninguém preocupado na 89 FM em comprar discos, saber qual é banda que tem um potencial porque a divulgação da gravadora vai trazer isso pronto para ele. A 89 FM tem o mérito de se manter acima dos modismos, apesar de algumas fases mais horríveis. Por outro lado, a rádio teve algumas fases mais ousadas, como na época do Fábio Massari.

Nessa segunda fase da rádio, depois da vinda do Tatola, você criou novos programas. Fale um pouco sobre eles.

Maia – Eu queria fazer coisas que diferenciassem do que estava acontecendo nas outras rádios, como a idéia do Lançamento Nosso de Cada Dia. Pegamos um horário no qual a regra era tocar músicas conhecidas e pouco papo e fizemos o contrário. Era uma opção e deu certo, porque alguém vai parar para ouvir. No mínimo os ouvintes iriam escutar para xingar, tipo: “pô, esses caras não param mais de falar!”.

Foi também a idéia do Clube das Mulheres. Eu achei interessante acordar com mulheres no ar. Queria quebrar um pouco o conceito de que as rádios de rock eram uma coisa mais masculina. E no lugar coloquei as mulheres falando o que os homens queriam ouvir delas. Unimos dois perfis: o da Marcela, desbocada, que não tinha papas na língua e não tinha um verniz intelectual para ficar filtrando o que ia dizer, com o da Fabi, que é jornalista formada. Elas interagiam com o ouvinte, sendo mães, vamps, coitadas… A química entre a Fabi e a Marcela era uma coisa muito legal.

A Brasil 2000 era uma das poucas emissoras que abriam espaço para o ouvinte…

Maia – Nós nunca atendemos o ouvinte fora do ar para perguntar o que ele queria dizer; no máximo, era para pedir que ele esperasse um pouco. Hoje na rádio alguns telefonemas de ouvintes são gravados para serem colocados no ar depois. Nós tínhamos um método interessante, que era o de colocar o ouvinte no ar sozinho com dois apresentadores. Isso servia para abafar qualquer tipo de imprevisto, como o fulano xingar. Mas o nosso segredo era a espontaneidade. Nós que estávamos no ar não sabíamos o que iria acontecer. A idéia do Discagem Direta do Ouvinte era do cara do outro lado mostrar o que ele queria ouvir e falar o que ele quisesse, criticar alguma coisa. Mas obviamente vai viciando um pouco, as mesmas pessoas acabam ligando e acaba cerceando um pouco os outros ouvintes que gostariam de ligar.

E o Garagem?

Maia – Eu conhecia o André Barcinski desde a época em que ele lançou o livro dele, o Barulho. Ele e o André Forastieri já tinham feito um programa ao vivo na Brasil 2000 com o Joey Ramone, em 1991, numa das vezes em que ele esteve no Brasil, e foi uma loucura. Daí eles tinham ido para a Gazeta FM, numa experiência que acabou sendo traumática para eles porque tiveram de sair de lá meio às pressas. Eu lembro que aconteceram varias pressões lá. Muito tempo depois, eles retomaram a idéia do programa, levaram o projeto a várias emissoras e eles acertaram conosco. As pessoas que se ofendem com eles são muito infantis; eu acho que eles são necessários, saudáveis e engraçados. Eu gostava mais de ouvir o falatório deles em vez das músicas que tocavam no programa.

Vocês chegaram a ter algum tipo de problema por causa do Garagem? Pressão de gravadora, coisas do tipo?

Maia – Não, o único episódio que teve foi com o Nando Reis, que xingou os caras no programa do João Gordo na MTV. Eu achei isso uma bobagem da parte dele. Penso que agora ele não teria mais essa postura. Outro dia eu vi os Titãs naquele programa do Marcos Mion, o Descontrole. O Mion estava detonando a banda e eles lá junto, dando risada. Se fosse há algum tempo, eles achariam isso o fim da picada. Nós vivíamos brincando com o pessoal do Gagarem e vice-versa. Quando o André virou editor do Folhateen, a gente dedicou um programa inteiro a ele numa homenagem. Da mesma forma, quando ele saiu a gente começou a criticar o caderno. Tudo isso era de brincadeira, uma coisa de brincar com a gente mesmo. A gente gozava muito da cara dos Titãs. Na parada, a gente dizia “não agüento mais esse primeiro lugar” ou então “pô, essa música tocando de novo!”, o tipo de coisa que todo mundo que trabalha em rádio tem vontade de dizer.

Com todo esse trabalho desenvolvido nesses 14 anos, programas de sucesso, experimentações de linguagem, tudo isso que fez a fama da Brasil 2000, por que você acabou saindo? 

Maia – Primeiramente aconteceu um desentendimento do Tatola com a diretoria, que acabou virando uma coisa muito pessoal. Como o Tatola fazia a parte comercial da rádio, ele tinha direito uma porcentagem na receita da rádio. Era um contrato de risco, quanto mais a rádio faturava, mais ele ganhava. Ele quis refazer o acordo, numa tentativa de reajustar esse percentual, e houve a briga. Ele acabou não continuando. Existem versões mirabolantes, mas o mais incrível é que foi uma coisa besta, uma briga de comadres, uma coisa estúpida. Trabalhar com o Tatola era bom. Era uma das pessoas com quem mais me entendia profissionalmente, apesar de termos diferenças totais. Ele era aberto ao meu discurso anarquista-revolucionário e me aceitava como crítico.

Foi uma enorme tristeza acabar com a dupla, ela merecia um pouco mais de sobrevida para fazer um pouco mais do que queríamos fazer. Depois da saída dele, continuei fazendo meu trabalho e queria retomar um pouco o experimentalismo. Agora que eu tinha uma antena melhor, um alcance melhor, um público maior, pensei em porque não tirar os Smoke In The Waters da vida  e colocar coisas mais novas ou diferentes. Daí eu tomei conhecimento indiretamente da contratação do Lélio Márcio Teixeira para administrar a rádio e eu achei isso uma atitude muito estranha e arbitrária. Ele até é um amigo meu fora do meio, mas achei estranho a diretoria, ligada à Faculdade, contratar uma pessoa sem que eu soubesse. E foi por isso que eu saí.

 O fato do Lélio ter mantido muito do que você criou na Brasil 2000 foi uma vitória sua?

Maia – É como você ter um restaurante no qual sai o cozinheiro chefe e todo mundo vai sentir que o sabor é diferente. Eu acho o Kid Vinil uma pessoa brilhante, não tenho nada a falar contra ele, mas de jeito nenhum um programa do estilo dele vai preencher a lacuna do era o Lançamento Nosso de Cada Dia. Não era um programa técnico, não era um programa para quem queria conhecer as músicas. A idéia do programa era a ironia. O que falta na Brasil 2000 hoje não é o Lançamento, mas era o espírito do programa.

A rádio hoje está querendo reviver alguns programas, algumas coisas em termos de parada musical que fazíamos, mas é por aí. Tem que enterrar tudo e mudar, tirar o nome de Sessão da Tarde, mudar… Do contrário vai ficar a ameaça que a nova direção ainda não assumiu, que ela está com medo. O interesse do Lélio é outro, é uma questão de afinidade. E também a universidade não quer perder aquilo que ela conseguiu. É uma rádio respeitada pelo universitário, tem uma certa simpatia. O Lélio se tornou um cara administrativo, que não dá muito palpite na programação, a não ser ouvir o que as gravadoras querem. Ele não tem o instrumental, nem a vontade de mudar. O que ele quer fazer é o programa de futebol.

Você tem alguma inimizade com o Lélio?

Maia – Tenho mágoa apenas com as pessoas que o colocaram lá na emissora sem me falar nada. Acho ele interessante naquilo que faz, mas se eu quisesse trabalhar com ele já o teria chamado há muito tempo. Quando eu e o Tatola estávamos na Brasil 2000, ele nos procurou logo depois que ele saiu da 97 FM, e uma das idéias dele era colocar aquele programa de futebol no horário  da Voz do Brasil logo após o 2000 Volts, mas não tinha nada a ver… Nós fizemos alguns programas de futebol com o Marcelo Frommer e o Casagrande, mas era uma outra coisa. Ouvíamos o programa deles na 97 FM e achávamos sofrível. Não era o tipo de programa que a gente queria, muito menos o tipo de linguagem.

Por que você, com uma bagagem dessas, não tem convite de outras emissoras?

Maia – As pessoas sempre me perguntam isso. Quem trabalha em rádio não entende de música, acha que é uma coisa “empresarial”. E tem outro lance: as pessoas acham que quem tem uma especialidade como eu é uma coisa muito cara
e também não tem como encaixar naquele buraquinho onde querem colocar. Enfim, convite nem de rádio comunitária (risos).

maia

Retrospectiva 2012

O blog Radioamantes publica a sua retrospectiva do ano de 2012 no meio rádio. Um ano marcado pela mudança. E pelas perdas irreparáveis. Basta clicar nos links abaixo.

Janeiro

Morcego e Bactéria derrubam repórter esportivo na hora da escalação

Qual é a Bosta FM da sua cidade?

Morre o operador de externa Mané Jaime

Neto, o multi função

Morre Ronaldo Baptista

TV sem imagem

Alex Muller será narrador da Band News FM

Alex Muller narra título do Corinthians em estreia na Band News FM como narrador

Aranha tem tentáculos?

Fabiano Baldasso cantor

Fora de campo, ou fora de casa, Haroldo?

Fevereiro

Marcos Couto de volta à Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre

Esporte da Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre, deixa de ser terceirizado a partir de 1º de março

Houve uma época em que a Globo não limitava o trabalho dos profissionais de rádio nos estádios…

E mais uma vez o rádio salvou o torcedor de futebol…

Edu Cesar, do Papo de Bola emula Afanásio Jazadi dos bons tempos ao falar de Ricardo Teixeira

Diretoria do Atlético-PR nega credenciamento à repórter da Rádio Banda B

Mario Lima, o narrador amigo da galera, de volta à Eldorado (SC)

Equipe Expressão do Vôlei tem mais um parceiro: Rede Nacional de Notícias

Diretoria do Atlético-PR nega credenciamento à repórter da Rádio Banda B

Por Datenodependência, incidente desta manhã na Rádio Bandeirantes não deverá ter maiores conseqüências

Globo pede 850 mil dólares das rádios por direitos da Copa de 2014

Depois de incidente, José Luiz Datena comanda Manhã Bandeirantes normalmente

Março

Nova Esportes sai do ar na Rádio Nova Difusora

Kleber e Haroldo de Souza mandam a Gorduchinha para a rede

Nova Difusora é arrendada pela Rádio Transmundial

O fim da Mit FM

TV no Rádio: “CQC” passa a ser transmitido pela Rádio Bandeirantes

Cornetas desafinadas incomodam Cledi Oliveira na Estadão/ESPN

Emissora de rádio registra briga entre goleiro e técnico do São Bento (Sorocaba)

Rádio Banda B repercute confusão entre goleiro e técnico do São Bento

Chico Anysio e  o rádio

Vinheta no gogó

José Paulo de Andrade comemora 39 anos no comando do “Pulo do Gato”

Transamérica Pop rumo ao norte!

Emocionado, Alex Muller se despede da Rádio Bandeirantes‏

Abril

Presa em congestionamento, gestante consegue chegar a hospital com ajuda da Rádio SulAmérica Trânsito

Histórico: Haroldo de Souza e Marcos Couto juntos em duplex da Bandeirantes, de Porto Alegre

Aos 71 anos, morre em Porto Alegre o comentarista Cláudio Cabral

Equipe Expressão do Vôlei marca presença na grande final da Superliga

José Carlos Araújo deixa Rádio Globo e se transfere para a Rádio Bradesco Esportes

Morre Célio Marinho, do rádio de Itajaí

Luiz Penido fala pela primeira vez como novo narrador titular da Rádio Globo RJ

Série de audiolivros conta a história do futebol na Rádio Bandeirantes

Maio

50 anos do Primeira Hora

Milton Neves recebe Alberto Canelone no Terceiro Tempo

Narrador da Rádio Jornal AM 820 pede desculpas aos torcedores do Atlético-MG

Com pneumonia, comunicador Paulo Barboza está internado na UTI

Comemorações pelo aniversário de 75 anos da Rádio Bandeirantes marcaram o fim de semana

Daniel Oliveira, da Rádio Bandeirantes, lembra de batalha jurídica em narração do gol de Oscar

Rádio Capital reforça programação para consolidar a liderança à tarde

Grupo Bandeirantes e Bradesco lançam a primeira rádio com programação esportiva 24 horas por dia

Gol de letra marcado por Ganso arranca reações emocionadas da equipe da Rádio Terra Litoral

Equipe da Band News FM lembra de Chaves durante transmissão de São Paulo x Ponte

Gilson Ricardo se despede da Rádio Globo

O Mundo pela Tupi

Suderj informa: troca na Rádio Globo. Sai Garotinho, entra Luiz Penido

Ouça a estreia da rádio Bradesco Esportes FM

Ouça o primeiro gol da Rádio Bradesco Esportes

Ouça os primeiros gols narrados por José Aldo Pinheiro na Rádio Bandeirantes (RS)

Rádio Capital prepara a sede de sua nova etapa de crescimento

José Luiz Datena vai deixar o comando do Manhã Bandeirantes. Só não se sabe quando

José Carlos Araújo estreia no Grupo Bandeirantes pela Band News FM

Blog Radioamantes chega ao seu segundo aniversário

Junho

Gol de Neymar. Narração de Oscar Ulisses, Doni Vieira…Pelé….e Osmar Santos

Adeus, arrendamentos! Será?

Fim dos arrendamentos no rádio é questão mais complexa

Rádio Bradesco Esportes abre espaço para transmissões dos jogos de voleibol

Rafael Marques, da Rádio Globo (RJ), se recupera bem de infecção generalizada

Ivan Zimmermann narra as emoções do campeonato brasileiro pelo rádio

Rádio GreNal é a nova opção para se ouvir futebol em Porto Alegre

Felipe Motta narra e reporta GP do Canadá na Jovem Pan

MPB FM 90,3 passa a integrar o Grupo Bandeirantes de Comunicação

A Rádio Clube Paranaense está de volta

A Rádio Cúpula dos Povos está no ar – agora legalizada

Internauta deseja saber paradeiro de integrantes da antiga equipe de esportes da rede LBV

Na Jovem Pan, Rogério Assis diz que Palmeiras “destroçou”, “pisoteou” e “humilhou” o Grêmio

Para o delírio dos profissionais da Rádio Mitre, River Plate está de volta à primeira divisão na Argentina

Equipe Verdade deixa de transmitir os jogos do Santos na Rádio Terra Litoral

Exclusivo: Ricardo Taves fala sobre situação da Voz do Futebol

Ouça a narração de uma rádio da Argentina para o gol de Romarinho

Cantora Paula Lima e cartunista Paulo Caruso estreiam na Rádio Eldorado

Portal IG é campeão da Copa Aceesp. Cobertura da Rede Nacional de Notícias é destaque

Julho

Dono de rádio obriga comentarista esportivo a deixar programa de tv

Ouça o gol de Emerson, do Corinthians, na narração da Rádio Mitre, de Buenos Aires

Quem matou Valério Luiz?

Emissoras goianienses recorrem ao Skype para transmitir Chapecoense x Vila Nova

Técnico do Paraná diz à reporter da Banda B: “Agora você pode se emocionar de outra forma”

Já está no ar a Rádio Esportes, em Porto Alegre

Rádio Dalila FM transmite emoções do campeonato brasileiro

A Premium Esportes está de volta

Novo clipe dos Racionais MCs destaca acontecimento importante no rádio paulista

Narrador da Rádio Itatiaia manda “gol do Galo” em vez de “gol do Brasil”

Rádio Globo chega aos 50 mil fãs no Facebook‏

Mané de Oliveira vai mais uma vez ao Serra Dourada para pedir justiça no caso Valério Luiz

Tradição do rádio gaúcho, duplex chega ao rádio de São Paulo pela Bradesco Esportes

Agosto

A Voz do Brasil ganha transmissão em vídeo pela Internet

Rádio paulista já teve transmissão duplex em 1973

Alô pessoal da APCA: que tal dar um prêmio para Segredos do Esporte, da ESPN?

Bolada na cabeça do assistente Altemir Hausmann provoca risos em narrador e repórter

A medalha de ouro do vôlei brasileiro nas ondas do rádio

Atropelos no duplex gaúcho

105 FM dá o drible da vaca na audiência do rádio esportivo paulistano

Portuguesa espera fim da Voz do Brasil para sair na frente do marcador no Olímpico

Hugo Botelho leva drible da torcida

Bandeirantes a caminho do sol, por Edu Cesar, do Papo de Bola

Equipe Verdade volta a transmitir os jogos do Santos na Terra Litoral

Milton Neves e Mauro Beting se desentendem no ar pela 924ª vez

Anunciada oficialmente, detalhes da dobradinha Capital-Tupi na Copa só saem em 2013

Super Rádio Tupi, de São Paulo, deixa o FM e fica apenas no AM

Setembro

José Silvério narra gol inexistente de Luis Fabiano na partida contra o Santos

Jovem Pan leva clã Fittipaldi para a transmissão do GP da Itália

Dance Night Away substitui Oxydance na USP FM

Elia Junior integra grade de âncoras da Bradesco Esportes FM‏

Kiss FM toca Satriani para ocupar vazio de propaganda eleitoral

Projeto de rádio web futebolística une operadora Oi e Esporte Interativo

Documentário da Jovem Pan mostra trajetória de Émerson Fittipaldi rumo ao título da F1 em 1972

Transamérica Rio de Janeiro investe na transmissão do futebol

Cinco vozes juntas no Dia do Rádio

José Calil de volta ao futebol da Transamérica SP

Lançamento da Bradesco Esportes FM no Rio de Janeiro reúne atletas, políticos e autoridades no Copacabana Palace

O rugby ganha espaço na Bradesco Esportes FM

Outubro

Super Rádio Tupi (SP) divulga seu novo logotipo no Facebook

Rádio Ampola é extensão 24 horas da novela Balacobaco no portal‏ R7

Ipanema FM, do Grupo Band de Porto Alegre, pode ser vendida ao Grupo RBS

Haroldo de Souza deixa a Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre

Haroldo de Souza acerta com a Rádio Grenal

Chinês Zizao finalmente estreia pelo Corinthians e Band News registra

Gremio e Coritiba não colaboram e Haroldo de Souza não narra seu primeiro gol na Rádio Grenal

Zagueiro Neto, do Guarani, se emociona ao microfone da Rádio Bandeirantes (Campinas)

Rádio perde processo por causa de pegadinha do humorista
Mução

89 FM tem maratona com Tatola e anuncia volta da Rádio Rock na web

Haroldo de Souza narra os primeiros gols do Internacional na Rádio Grenal

A emoção de River Plate x Boca Juniores na Rádio Mitre

Mudanças no dial de Brasília. Nativa FM deixa o dial

Novembro

Estadão/ESPN: chefias já não se entendiam há um bom tempo

Tarde Premium é a nova atração da Premium Esportes

Emissoras de rádio sofrem em São Caetano

O rádio está sendo companheiro?

Rádio Clips Teen é a nova opção da galera‏

Chapecoense consegue acesso à série B e torcida espera pelo Palmeiras

Rádio Cultura Brasil: Solano Ribeiro premia os melhores da música independente com o Troféu Cata-Vento‏

Agora sim: A 89 volta a ser A Rádio Rock

Ipanema FM terá debate de futebol só com mulheres

FMs de São Paulo não transmitiram jogo que interessava ao torcedor do São Paulo

Narrador Jaques Santos deixa Rádio Banda B, de Curitiba

Premium Esportes transmite final da Copa Kaiser

Haroldo de Souza narra Internacional x Corinthians pelo celular na Rádio Grenal

Quênia tem emissora de rádio para promover a paz entre refugiados

Morre o jornalista Joelmir Beting

Dezembro

Conheça os vencedores do Prêmio Aceesp 2012

O último Gre-Nal do estádio Olímpico na Rádio Grenal

Técnico da seleção brasileira de futebol feminino fala à Premium Esportes

A novela do rádio digital no Brasil continua

Nova Oi FM na internet

Os sons da inauguração da nova arena do Grêmio

Morre André José Adler

Tri FM deixa de transmitir os jogos do Santos

José Silvério se emociona com exibição do gol narrado por ele em trio elétrico do Corinthians

A dupla Maia e Tatola está de volta

Ouça os primeiros minutos da UOL 89 FM

ESPN Brasil lança central de podcasts

Não deixe de ver as retrospectivas dos últimos dois anos

Retrospectiva 2011

Retrospectiva 2010

Ouça os primeiros minutos da UOL 89 FM

Sob o comando de Tatola, estreou nesta madrugada a UOL 89 FM. Acompanhe os primeiros minutos desta parceria no player abaixo.

uol89

A dupla Maia e Tatola está de volta

Por Marcos Lauro

uol89

A 89 FM voltou a ser uma rádio roqueira. Numa parceria com o UOL, intermediada pela Agência Africa, a emissora se chama agora UOL 89 A Rádio Rock. A emissora já nasce com aplicativos para Android e iPhone e perfis nas principais mídias sociais. O site oficial ainda está em construção, mas já é possível ouvir a rádio ao vivo e ter todos os links para os perfis e os aplicativos.

A programação deverá apresentada ao ouvinte durante essa sexta-feira, mas já se sabe que a dupla Maia e Tatola, que fez história no dial paulistano, estará junta novamente. Todos os dias, a partir das 17h, a rádio terá o Programa do Tatola, com participação de Roberto Maia. Além disso, serão apresentados dois lançamentos e o programa poderá receber convidados. Um padrão parecido com a Sessão da Tarde, atração que a dupla comandava na Brasil 2000.

Outra figura que fará parte da UOL 89 é Andreas Kisser. Guitarrista do Sepultura, ele terá um programa sobre heavy metal.

89 FM tem maratona com Tatola e anuncia volta da Rádio Rock na web

Por Anderson Diniz Bernardo, do Mídia Clipping

A 89 FM (89,1 MHz – São Paulo) voltou a ser “A Rádio Rock”. Pelo menos provisoriamente.

Desde as 10h deste sábado (27), a programação está no ar com locução do Tatola e idfentificada como “A Rádio Rock”.

A informação foi publicada ontem pela página do programa “Quem não faz toma” no Facebook: “O Tatola estará no ar das 10 às 14 e das 19 às 21 horas, no sábado e no domingo, tocando as bandas mais legais do planeta”.

A ação divulga a “volta” da Rádio Rock como webrádio, no endereço http://www.radiorock.com.br, que já está no ar, mas com programação musical diferente da executada pela 89 FM.

A programação “Rádio Rock” com Tatola pode ser ouvida no http://www.89fm.com.br.

Na última quinta-feita, o Tudo Rádio havia publicado que, apesar das demissões, “a equipe que está atuando hoje pela 89 FM trabalha sem prazo de encerramento das atividades”.

Ouça os primeiros minutos da transmissão do Tatola neste sábado na 89 FM

Leia mais:

José Camargo Jr. é responsável pelo domínio A Rádio Rock

https://radioamantes.wordpress.com/2012/10/27/jose-camargo-jr-e-responsavel-pelo-dominio-a-radio-rock/

O site da Rádio Rock pode ser acessado clicando neste link http://www.radiorock.com.br/